Políticas de nacionalidade e imigração

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Comentários

  • @Vortex tens razão.

  • @Vortex, a priorização dos processos de menores de idade não é exclusiva da CRCentrais, é lei. Processos de menores são mais rápidos em todas as conservatórias.

    Imagino que o problema em Lisboa é que até esses processos estavam com atrasos significativos, principalmente de filhos menores que levavam perto de 1 ano e meio e agora estão no mesmo nível do ACP. Pra mim, ficou clara a priorização, mas apenas nos processos de filhos.

    Processo de cônjuge e netos maiores continuam andando no mesmo passo de tartaruga, mas não é possível dizer que pararam, sempre vejo relatos desses processos andando e concluindo, claro que bem menos que processos de filhos no Porto.

    Já divulgaram o número de processos analisados em 25? Últimos dados que vi só tinham até metade do ano.

  • @SergioM


    Sim, a priorização de alguns processos é aplicada em várias conservatórias com um grande número de processos acumulados. Na minha opinião, essa priorização é necessária e pode contribuir para um sistema mais justo.

    No entanto, o que foi implementado na CRC não parece ser apenas uma priorização de determinados tipos de casos, mas sim a exclusão total da análise de outros tipos de processos. Isso não acontece noutras conservatórias, onde todos os tipos de processos continuam a ser analisados, embora alguns tenham tramitação mais rápida.

    Os números oficiais de 2025 ainda não foram divulgados e, mesmo quando forem publicados, a sua fiabilidade é questionada pelo próprio presidente do sindicato dos conservadores. Os advogados com acesso a informação interna acabam por ter uma perceção mais próxima da realidade.

    A Ordem dos Advogados e o IRN criaram, há cerca de dois meses, um canal destinado a permitir que advogados apresentem reclamações sobre atrasos e solicitem aceleração de processos. Isso levanta preocupações, pois pode criar a perceção de que determinados processos passam a ter prioridade mediante intervenção de advogados.

  • @Vortex por motivos politicos Lisboa deixou de lado 3.1 e 1c,priorizando residência.

    Se nada for feito,se ninguém tomar uma providência,esses processos vao sair nunca.

    Esse é o objetivo.Isso é politico.

  • @guedesmarcia

    Exatamente. O mais vergonhoso é que esta parece ser uma decisão tomada de forma autónoma pela CRC. O IRN, que deveria assumir uma posição mais firme, vai ao Parlamento afirmar, de forma pouco transparente, que se trata apenas de atrasos normais e de um problema comum a todas as conservatórias.

    Alega falta de funcionários, mas não explica porque motivo, mesmo com o aumento do número de oficiais e conservadores, o tratamento dos processos diminuiu drasticamente. Também afirma que cada tipo de processo é tratado por equipas diferentes, algo que dificilmente corresponde à realidade, uma vez que existem tipos de processos sem qualquer caso concluído há mais de um ano.

    É uma situação vergonhosa e, sinceramente, tenho poucas expectativas de que a CRC ou o IRN venham a reverter este cenário.

  • @guedesmarcia

    Uma curiosidade sincera: eu consigo entender (apesar de não concordar) se por motivos políticos estivessem atrasando processos por tempo de residência, que tipicamente é de pessoas que não têm descendência portuguesa, mas no seu entendimento por que haveria interesse político de atrasar o pedido de cidadania das esposas e maridos de cidadãos portugueses? Sei que alguns desses portugueses são pessoas nascidas no estrangeiro que obtiveram nacionalidade por diversas vias, mas está nesse balaio também a família (esposa ou o marido) de um(a) portugues(a) nascido(a) em Portugal. Qual seria a lógica?

  • editado May 13

    @ecoutinho a lógica é que existe como em todo lugar esquerda versus direita mesmo Portugal sendo muito diferente do Brasil,interessa a esquerda priorizar residência e nao descendentes ou conjuges e ao mesmo tempo causar incomodo pois sao contra as mudanças da lei de nacionalidade,fora que dos imigrantes eles tem voto....dos descendentes nem todos.

    Sendo que a CRC é muito mais politizada que o Porto,isso é fato.

  • @CarlosASP Acho que é justo deixar claro que esses 15% de atribuição a filhos nascidos no estrangeiro são quase na sua totalidade aprovados pelo ACP, visto que a CRC Lisboa deliberadamente decidiu passar 1 ano e sei lá quantos meses sem tocar em processos de FILHOS, netos e cônjuges. Vi casais casados há 10 anos e estão limitados por causa dessa palhaçada.

    @Vortex Eu já me cansei da desculpa sobre falta de recursos humanos. Até acredito que não haja suficiente, pois o IRN trata de outros serviços além da nacionalidade. Mas por que raios nunca faltam recursos para naturalizações, mas faltam sempre para filhos e netos, que literalmente têm sangue português nas veias ??? Tem recursos para os outros, menos para os filhos ??? Até quem é progenitor de filhos nascidos em Portugal passa à frente... É uma pouca vergonha e falta de respeito. É que não tem explicação lógica para isso, como não pensar em corrupção quando a transparência e comunicação são 0 ?

    @guedesmarcia Eu também não vejo o interesse político em fazer isso. Nem quero entrar em políticas pessoais aqui porque não acho que seja lugar para tal nem relevante pra ninguém. Mas observando a lógica de interesses políticos na esfera política, é sabido que a esquerda é a que tem recorrido à imigração naturalizada em massa para garantir votos. Tem até reportagens cá e em outros países sobre isso. Vou até dar um exemplo pessoal de um amigo que é de direita, mas votou na esquerda após obter a nacionalidade por tempo de residência apenas por causa da flexibilidade criada pelo PS com a lei da nacionalidade.

    Mas em Portugal, a esquerda não está no poder a poucos anos, apesar do PSD atual não ser tão de direita assim a meu ver, é mais um PS, mas menos à esquerda, e quando se lembra, faz coisas à direita. Qual seria o interesse do PSD em priorizar naturalizados quando a política atual tem vindo a ser mais restritiva com imigrantes ? Basta ver a nova lei, que a meu ver teria existido mesmo sem a pressão do CHEGA. Realmente não vejo o que ganham, na verdade, perderiam.

    Ainda sobre a política, a "direita" existente em Portugal fala muito em priorizar os portugueses, mas basta ver que não fazem rigorosamente nada com o IRN. Aliás, se for ver as postagens mais recentes do IRN no Instagram e Facebook, vai ver que a maioria dos comentários são dos próprios funcionários furiosos contra o governo e outros funcionários superiores do IRN.

    Seja lá o que está a acontecer, não é comunicado ao público, e enquanto não o fizerem com honestidade, as coisas vão piorar. Somos humanos e a sermos tratados como mendigos para lerem 4 folhas de papel que confirmam que somos filhos de portugueses... até animais estão com mais direitos e protecção...

  • @MiraiAx

    Esses 15% de filhos (1C) se referem ao estoque de processos, ou seja os ainda não aprovados (em junho de 2025)

    Podem estar em Lisboa, ACP, ou nas outras conservatórias com balcão de nacionalidade.

    Realmente, tem se observado que, como tradicionalmente sempre foi, os 1C na ACP são concluídos bem antes que os de Lisboa.

    Infelizmente, mesmo na ACP, os prazos deram uma alongada - mas ainda nada comparado com os de Lisboa.

    Quanto aos outros temas, acho que o fórum tem um lugar mais apropriado para se discutir assuntos que acabam incluindo "posições partidárias". Foi criado especificamente para deixar os outros tópicos livres dessa interferência; uma espécie de "acordo de cavalheiros":

    https://forum.cidadaniaportuguesa.com/discussion/25893/noticias-sobre-cidadania-portuguesa-e-assuntos-correlatos/p48

  • @MiraiAx veja,qdo eu falo de "interesses" nao me refiro a politica(psd,ps etc) especificamente,eu me refiro a algum CHEFE de departamento,alguem lá dentro que tem poder de determinar como fazer e quando nao fazer entendeu?

    Nao é um partido,nem alguém no poder politico,nada disso

    É O PODER DO CHEFE DE DEPARTAMENTO,que age conforme suas próprias opinioes

  • Vejo que as "teorias da conspiração" estão se proliferando aqui no fórum.

    Mas prefiro aplicar a navalha de occam e propor uma explicação mais simples para o que está acontecendo no IRN: falta de recursos aliada à incompetência.

    Falta de recursos: o investimento em melhorias no IRN, como local de trabalho, computadores, além da necessidade de contratação de pessoal, é algo já de conhecimento de todos.

    Incompetência: a forma como o projeto do "novo sistema" mostra que eles nao tem capacidade ou conhecimento para fazer gestão de projeto.

    Mais do que um "projeto político", eu acho que o que acontece é só que eles não sabem resolver o problema - que, é bom frisar, não foi criado por eles - e vão tentando coisas diferentes, sabe-se lá usando que critérios.

  • editado May 14

    @eduardo_augusto

    Mas prefiro aplicar a navalha de occam e propor uma explicação mais simples para o que está acontecendo no IRN: falta de recursos aliada à incompetência.

    Somos dois... No caso da AR e governo, a explicação correta me parece ser sim a agenda política, mas no caso do IRN, AIMA e demais orgãos da burocracia estatal me parece mais adequado aplicar Occam ou um princípio semelhante, a Navalha de Hanlon que diz: "Nunca atribua à malícia o que pode ser adequadamente explicado pela incompetência.". Uso muito esse modelo de análise no ambiente corporativo, inclusive...

    E concordo com os exemplos... Se o IRN e AIMA fossem ilhas de excelência (ou fossem pelo menos medianos) e estivessem falhando apenas nisso poderia se pensar em malícia, mas é visível que o que falta realmente é capacidade de gestão e de achar uma forma de trabalharem com um volume de pedidos que aumentou.

    Só colocar dinheiro em sistema não resolve quando não se sabe como melhorar o processo, fica apenas um processo ruim digitalizado. Como colocar um motor de Ferrari num Fiat Uno.

  • @CarlosASP Boas. Quando falei em políticas pessoais, não foi no sentido de falar as minhas preferências ou algo do género, mas sim para que não interpretassem como tal ao avaliar a atual dinâmica política.

  • @eduardo_augusto Não acho que seja teoria de conspiração, até porque eu não gosto dessas coisas. Vamos simplesmente pela lógica simples: dizem sempre que há falta de recursos, mas há sempre recursos para um determinado grupo de pedidos, mas nunca há para outros ? Não faz sentido nenhum, nem tem incompetência de tamanha magnitude que justifique isso. A prioridade está escancarada, caso contrário, não limitariam os tais "poucos recursos" apenas a um grupo específico de pedidos. Não, é opinião e muito menos teoria com conspiração, é facto estatístico, os números não mentem.

  • @ecoutinho Boas, meu caro. Não acho que atualmente haja exemplos bons vindos de qualquer setor público em PT, infelizmente, pelo menos nos que lidam com a burocracia. IRN e AIMA, então, acho que são os piores e ainda atiram a culpa nos utentes já prejudicados.

    Foram prometidos mais funcionários que deveriam entrar agora em funções, mas pelo Mapa de pessoal de 2026 publicado dias atrás, houve uma redução de 10 funcionários. Sabe-se lá como está essa questão porque não comunicam com o público.

    Feito ou não com malícia, o facto é que o fazem deliberadamente de qualquer das formas. Custa alguma coisa gerir os funcionários e estabelecer uma força-tarefa interna que se dedique a certos tipos de processos ? Por exemplo, por mês dedicar o trabalho em 2/3 tipos de pedidos, e no mês seguinte nos outros 3 tipos; e ir alternando assim nos meses seguintes ? Gostaria muito de entender que incompetência é essa que impede de pensar ou orientar algo tão simples quanto isso. Se continuar do jeito que está, até processos de filhos vão durar 6-7 anos e subindo, mais tempo que os naturalizados, o que é injusto e inaceitável.

    Pior do que isso, não dão explicações, não há transparência nenhuma. Por um lado, os funcionários atiram todas as culpas no governo e membros superiores do IRN, por outro lado, se não fazem confusão e propaganda política, ficam em silêncio... talvez porque o interesse político atual é deixar as coisas como estão e os utentes que se lixem. Então algo não está a ser transmitido aos utentes e nós é que ficamos no prejuízo.

  • editado May 14

    @MiraiAx , @ecoutinho @eduardo_augusto , peço licença para entrar na discussão de vocês.

    Se todos os processos são tratados de maneira equitativa e devem respeitar a ordem de chegada, com exceção de urgência e de processos que digam respeito a menores de idade, entendo que, no mínimo, as as senhas de acesso aos processos físicos em dada conservatória, independentemente do tipo de processo, deveriam ser recebidas no mesmo prazo.

    As senhas relativas aos processos de netos, por casamento, por união estável, via sefardita e por naturalização são recebidas no mesmo prazo, contado da entrega dos documentos na CRC?

    Não tenho este dado, mas gostaria de confirmar. Se não forem, penso que a premissa de equidade e ordem cronológica já está falha na largada.

  • @Ricosne

    As senhas relativas aos processos de netos, por casamento, por união estável, via sefardita e por naturalização são recebidas no mesmo prazo, contado da entrega dos documentos na CRC?

    Não consigo afirmar pois acompanho pouco as outras modalidades, mas pelo que sei na CRC a criação do número de processo e senha está levando mais ou menos 1 ano tanto para netos quanto para cônjuges. Imagino que para os demais seja o mesmo mas aí teria que dar uma pesquisada nos tópicos do fórum para esses outros tipos de processo.

    Uma novidade é que hj vi um relato de uma moça relatando no tópico que acompanha pedidos pelo casamento de um processo que foi entregue em dezembro e a senha chegou hoje, o que para Lisboa seria uma melhora significativa. Por enquanto parece um caso isolado, vamos ver se vemos mais relatos. O da minha esposa chegou lá em novembro, vamos ver quando vem o número do processo dela.

  • editado May 14

    @MiraiAx lógico,seu raciocinio está perfeito

    Claramente há algo a mais

    Fato:pararam 1c e 3.1

    Os advogados sabem

    Ninguém fala nada

    Nao tem teoria alguma,desculpe mas é fato

  • editado May 14

    @guedesmarcia @MiraiAx

    Fato:pararam 1c e 3.1

    Desculpe, mas não é um fato... Todos casos abaixo são do tópico de processos pelo casamento, portanto artigo 3.1. Pode ir lá nas datas abaixo que vc vai encontrar. Se você observar as datas de entrada desses processos vai ver que inclusive está coerente com a planilha que a CRC divulgou em abril.

    Uma coisa é estar a passo de tartaruga, e nisso nós concordamos, já afirmar que "é um fato que pararam 1c e 3.1", seja pela razão que for, é acreditar e divulgar informação falsa. Não ajuda nem a você e nem aos demais.

    Os de 1c não parei para procurar, inclusive pq não temos um tópico separado para 1c em Lisboa, mas minha aposta é que esteja parecido: liberando processos bem antigos e a passos lentos.



  • @ecoutinho isso,voltaram a andar em abril

    Já os 1 C ...o meu era de fev/22 e saiu em março/25 e até hj estao em fev/22,se isso nao é estar parado,nao sei o que é.

    É indefensável

  • O último processo 1C (maior de idade) aprovado na CRC e registado na planilha de acompanhamento deste fórum levou cerca de 9 anos para ser concluído. O requerente aguardava desde 2017.

    O requerente tinha 68 anos quando apresentou o pedido e hoje deverá ter cerca de 77 anos. Uma demora tão excessiva equivale, na prática, a um indeferimento tácito.

    É triste ver como a negação de um direito através da demora administrativa pode ter um impacto tão profundo na vida das pessoas, especialmente nos mais idosos, para quem o tempo tem um significado ainda mais importante.

  • @Vortex


    Voce pegou um caso particular - e mais provavelmente errado ou incompleto.

    Olhe as linhas seguintes da planilha. Há vários, muitos, processos concluídos entre um ano e um ano e meio.

    É muito? Sim. Se a gente for pensar na complexidade de um processo de filho, é algo que objetivamente nao leva mais que uma hora de análise. Mas ok, tem fila... uns seis meses seria aceitável.

    Mas é bem diferente de pegar um caso extremo de sete anos pra "tocar o terror"...

  • @Vortex

    A planilha do forum precisa ser analisada com certo cuidado. Ela é ótima para se fazer a análise no conjunto, mas casos individuais em geral são dificeis de tirar alguma conclusão, e geralmente levam a conclusões erradas, principalmente outliars como esse.

    Tem de tudo, desde preenchimento incorreto por desconhecimento, processo que a pessoa nunca voltou para atualizar (principalmente depois que conclui) e já vimos casos inclusive de informação incorreta preenchida de propósito para fazer propaganda “daquela assessoria porreta que faz andar rapidinho”.

    Mesmo com toda lentidão da CRC eu não acredito que esse processo levou 7 anos para concluir. Em 2017 um processo de filho maior não devia levar mais que 1 ano, mesmo na CRC. Nesse tempo todo ele teria sido aprovado, indeferido ou considerado deserto e arquivado mesmo que tenha havido uma exigência muito complexa.

  • @Vortex de fato esse caso de 2017 é estranho,algo deve ter acontecido.

    A CRC Lisboa esta atualmente com espera de apenas 50 meses.

  • @ecoutinho @guedesmarcia

    O caso pode ter sido uma exceção para a época em que foi submetido, mas atualmente talvez já não seja algo tão invulgar.

    Na CRC, o último processo aprovado antes da suspensão ocorreu há mais de quatro anos. Não fazemos ideia de quando irão retomar a análise destes processos. E, mesmo quando retomarem, devido ao volume acumulado, é possível que levem entre 8 a 10 anos para analisarem todos os processos acumulados ao longo destes quatro anos. É completamente errado afirmar que os processos 1C de maiores na CRC estão a demorar 50 meses ou 4 anos, como se vê constantemente referido neste fórum.

    Na realidade, esses processos não estão a ser analisados. O facto de alguém ter um processo com entrada em março de 2022 não significa que esteja prestes a ter o processo analisado. O certo é que o processo de Marco de 2022 está parado e não existe qualquer previsão de quando será analisado. Pode demorar 6 meses ou 6 anos.Muito menos se pode afirmar que uma pessoa que apresente o pedido agora deva esperar apenas 4 anos até à análise do processo.

    A realidade, neste momento, não é essa.

    Relativamente ao caso que mostrei, não acredito que seja falso nem que existam erros nas datas. O utilizador está a publicar em nome do sogro, o que faz sentido tendo em conta a idade do requerente.

    Os documentos foram recebidos em novembro de 2017, enquanto o processo recebeu numeração em 2018, o que também é perfeitamente plausível, considerando que a entrada ocorreu no final do ano. O processo entrou em fase de análise em 2019, o que igualmente corresponde aos tempos de processamento

  • editado May 17

    @Vortex

    É completamente errado afirmar que os processos 1C de maiores na CRC estão a demorar 50 meses ou 4 anos, como se vê constantemente referido neste fórum.

    O facto de alguém ter um processo com entrada em março de 2022 não significa que esteja prestes a ter o processo analisado. O certo é que o processo de Marco de 2022 está parado e não existe qualquer previsão de quando será analisado. Pode demorar 6 meses ou 6 anos.Muito menos se pode afirmar que uma pessoa que apresente o pedido agora deva esperar apenas 4 anos até à análise do processo.

    Discordo. Se for usar essa lógica não se pode prever nada nessa vida, eu não poderia sequer combinar com os amigos o churrasco do final de semana que vem afinal nada garante que estarei vivo amanhã, que vai ter carne no mercado, que não vai chover, que não vai estourar uma guerra, que não haverá um terromoto que vai rachar meu jardim no meio etc.

    Sempre que se projeta algo para um evento futuro está se usando o histórico e ao fazer isso é importante olhar o conjunto dos dados e não apenas ou outliars ou apenas o que é muito recente (seja positivo ou negativo) senão vc contamina a análise. É como estimar o tempo de uma viagem de 500Km entre SP/RJ: Se vc projetar o seu tempo de viagem considerando velocidade de 30Km/h em todo trajeto, só pq essa foi a média que vc observou nos últimos 30 min em que ficou preso em um congestionamento, sua estimativa vai estar furada. Da mesma forma se vc projetar a viagem considerando que ela inteira vai ocorrer a 120Km/h como acontece em alguns trechos, sua estimativa também estará errada. Por isso o mais efetivo é usar o tempo fim a fim com base em eventos que concluíram pois assim vc pega um tempo médio que incorpora essas variações que acontecem durante o trajeto.

    É óbvio que mesmo tomando todos cuidados não há garantia de que o que aconteceu no passado (mesmo que recente) vá se repetir, mas é a melhor estimativa possível baseada na informação atual. Eu sei que a maioria das pessoas que perguntam não pensam nisso; querem apenas uma resposta que seja uma garantia absoluta de prazo, mas não me lembro de ver as pessoas aqui garantindo prazo a ninguém, apenas informando o que a pessoa deve estar preparada para esperar.

    Relativamente ao caso que mostrei, não acredito que seja falso nem que existam erros nas datas. O utilizador está a publicar em nome do sogro, o que faz sentido tendo em conta a idade do requerente.

    Não digo que esse caso especificamente seja falso, mas eu de verdade duvido que exista um processo aberto em 2017 que se arrastou até 2026. Se entrou em análise em 2019 deve ter tido uma decisão naquele ano mesmo pois antes de 2020 era comum um processo de neto ser decidido em até 2 anos, mesmo que muita coisa tivesse dado errado, já teriam se passado mais de 7 anos desde que teria entrado em análise.

    O usuário "dono do processo" nunca postou no fórum, mas quem sabe ele ajuda a esclarecer: @edivaldo3976 caso veja a notificação e não se importe em explicar, dê uma luz para entendermos o que aconteceu!

  •  E, mesmo quando retomarem, devido ao volume acumulado, é possível que levem entre 8 a 10 anos para analisarem todos os processos acumulados ao longo destes quatro anos. É completamente errado afirmar que os processos 1C de maiores na CRC estão a demorar 50 meses ou 4 anos, como se vê constantemente referido neste fórum.

    @Vortex Concordo totalmente. O mesmo com o processo de conjugue artigo 3. Há 4 anos e meio de processos acumulados para quem der entrada agora, e aqui no forum continuam a dizer que um processo deste tipo demora 4-5 anos. Mas como? Vao decidir os processos pendentes em 5 anos? Completamente implausivel.

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