Busca de certidões portuguesas - Família Magalhães

Boa tarde a todos!

Meu bisavô português veio para o Brasil em 1912 e se casou aqui com uma mulher, também de origem portuguesa. Dela não encontrei muitos registros, mas usando o FamilySearch e consultando o Arquivo Nacional, consegui encontrar vários documentos sobre ele, como certidão de casamento, certidão de óbito, certidão de nascimento dos filhos, e seu prontuário de Registro de Estrangeiro. Exceto a principal: onde nasceu.

Informações que tenho, com base no Registro de Estrangeiro e outros documentos:

Nome: José Ribeiro Magalhães

Nascimento: 20 de Dezembro de 1891

Local de nascimento: Vila Real, Trás-os-montes (supostamente: não tenho nenhum documento que o prove, é a única informação que me foi transmitida oralmente)

Pai: Manoel Ribeiro

Mãe: Virginia Olympia De Oliveira Magalhães

Chegada ao Brasil: Agosto de 1912, no Rio de Janeiro (identificado como Cais Faru, acredito ser o antigo Cais Pharoux)

Casou-se em 13 de novembro de 1915 com Leonor da Costa Lameira, portuguesa, filha de Antonio Pinto Lameira e Anna da Costa. Encontrei nos registros de entrada de estrangeiros do BNDES a chegada de uma Leonor da C Lameiras vinda no vapor Victoria, em outubro de 1903, com 8 anos de idade, o que é consistente, já que ela nasceu em 1894. No entanto, ao consultar os registros da hospedaria da ilha das flores, não encontrei nada. E não consegui localizar, na lista de passageiros do navio, os nomes dos pais dela (há uma A. da Costa (ou talvez J. da Costa), mas identificada como solteira de 22 anos).


Minha mãe não chegou a conhecer meu bisavô e os demais parentes já faleceram, de modo que não tenho mais nenhuma outra fonte de documentos ou informações orais.

Na base de registros de entradas de estrangeiros do BNDES, que também consultei, estranhamente não há nenhum registro de entradas em agosto de 1912.


Não encontrei nada nos arquivos do Tombo, nem na Distrital de Vila Real, tampouco no Cesepe. Talvez por não existirem, ou por imperícia minha.


Alguém poderia me dar uma orientação?

Comentários

  • Pessoal, boa noite a todos!

    Graças ao @Kleber Silva Aguiar , consegui localizar o registro de batismo da minha bisavó.

    Com isso, dou mais um passo para dar entrada na solicitação da nacionalidade portuguesa por atribuição, para minha mãe, que é neta de portugueses.

    De acordo com as instruções disponíveis na página do Consulado de Portugal no Rio de Janeiro e até com os campos de preenchimento do formulário 1D, bastaria que se apresentasse o registro de nascimento da minha bisavó (nascida em portugal), o registro de nascimento do meu avô (nascido no Brasil) e o registro de nascimento da minha mãe (nascida no Brasil), além de documentos de identidade e certidão de antecedentes criminais. Essencialmente, o que tem que ser provado é que minha mãe é filha de uma pessoa que é filho de uma mulher portuguesa.

    No entanto, de acordo com esse vídeo aqui (Como fazer seu processo de Cidadania Portuguesa? Guia Passo a Passo INTEIRO! - YouTube), pelo fato da minha bisavó ter se casado com o meu bisavô aqui no Brasil, para dar entrada na solicitação, não seria suficiente o registro de batismo da minha bisavó, mas também o do meu bisavô, para que seja possível registrar o casamento entre eles.

    Essa informação é fiel? Isso seria realmente necessário?

  • LeticialeleLeticialele Member, Moderator

    @eduardo_augusto , sim, se sua avó era a portuguesa e seu avô o brasileiro e este foi o declarante do nascimento do pai/mãe de sua mãe, precisa transcrever o casamento dos avós em Portugal.

    Para transcrever o casamento, são necessárias as certidões de nascimento dos nubentes, a certidão de casamento e um requerimento.

  • @Leticialele , na verdade, meu bisavô e minha bisavó eram portugueses. Casaram no Brasil e tiveram um filho (brasileiro, portanto), que foi meu avô.


    Graças ao @Kleber Silva Aguiar , encontrei o registro de batismo da minha bisavó. Do meu bisavô ainda não encontrei nada.

  • LeticialeleLeticialele Member, Moderator

    @eduardo_augusto , se ambos eram portugueses, tem que transcrever o casamento!!

    Coloque os dados do seu bisavô, pode ser que alguém ajude a encontrar

  • @Leticialele , obrigado pelas informações. Já havia colocado os dados do meu bisavô, mas vou repetir, só pra garantir :)


    Nome do meu bisavô: José Ribeiro Magalhães

    Nascimento: 20 de Dezembro de 1891

    Local de nascimento: Vila Real, Trás-os-montes (supostamente, pois não tenho nenhum documento que o prove. est é a única informação que me foi transmitida oralmente)

    Pai do meu bisavô: Manoel Ribeiro

    Mãe do meu bisavô: Virginia Olympia De Oliveira Magalhães

    Chegada ao Brasil: Agosto de 1912, no Rio de Janeiro (identificado como Cais Faru, acredito ser o antigo Cais Pharoux)

  • Olá pessoal,


    Eu disponho do registro de casamento do meu bisavô (José Ribeiro Magalhães) com a minha bisavó (Leonor da Costa Lameira, que depois passou a se chamar Leonor da Costa Magalhães). Este é um registro civil, da 3ª Pretoria Civil do Rio de Janeiro. O registro indica que ambos são portugueses.


    Já localizei em Portugal o registro de batismo da minha bisavó Leonor, mas não o do meu bisavô José Ribeiro. Estou imaginando que talvez um certificado de casamento religioso pudesse trazer alguma informação adicional sobre o local de nascimento/assento do meu bisavô.


    Perguntas:


    1) Era normal na comunidade portuguesa do Rio de Janeiro, que se realizassem cerimônias religiosas?


    2) Se os dois, além do casamento civil, realizaram um casamento religioso, como eu poderia descobrir em que igreja/paróquia aconteceu?


    3) Se houve um casamento religioso, este teria acontecido antes ou depois do casamento civil?

  • LeticialeleLeticialele Member, Moderator

    @eduardo_augusto , sabe a filiação de seu avô? De que região ele era?

  • @Leticialele , pode me dar uma orientação?


    Eu encontrei no site do Cepese um passaporte que poderia ser do meu avô.

    O nome está correto, embora falte o sobrenome "Magalhães". O nome do pai está correto. A profissão está correta. A idade corresponde à chegada dele no Brasil, o que indica que a data de nascimento que eu tenho está correta. O destino e o estado civil também estão corretos.


    Estou otimista, mas não sei qual seria o meu próximo passo. Não sei se adianta pedir o passaporte (o custo é baixo, é verdade), pois o que tiraria a dúvida definitivamente seria o nome da mae, que pelo visto não foi registrado no passaporte.


    O que você sugere que eu faça a seguir?


    ID|Nome|Naturalidade|Concelho|Pai|Mãe|Profissão|Idade|Destino|Estado Cívil

    23456|José Ribeiro|Baião|Baião|Manuel Ribeiro|&bnsp;|Empregado Comercial|20|Rio de Janeiro|Solteiro

  • A1920A1920 Member
    editado May 27

    Sugiro emitir TODAS certidões brasileiras possíveis do português, em inteiro teor digitadas. Há uma probabilidade de em alguma delas constar a região dele. "Natural de ________, Portugal"


    Se não funcionassse, EU, emitiria todas dos filhos dele. Começando pelas de nascimento.


    Na hora de emitir peça para os cartorios anexarem possiveis documentos adicionais que eles tenham.


    Boa sorte.

  • A1920A1920 Member

    @eduardo_augusto Quem cuida dos casamentos religiosos são as Cúrias de cada cidade/estado. Teria que ter uma data, nome das partes envolvidas, filiação, etc... Para solicitar nos arquivos das cúrias.

  • Acheeeeeeei! Acheeeeei! :-)

  • LeticialeleLeticialele Member, Moderator

    @eduardo_augusto , parabéns!!!!

  • editado May 30

    @Leticialele


    olha, foi uma coisa bem curiosa... Eu já estava há alguns meses buscando esse documento, estava até buscando orçamento com alguns pesquisadores em Portugal para tentar localizar o assento de nascimento do meu bisavô. Outro dia já deitado, não conseguia dormir, tinha alguma coisa na cabeça me dizendo "você está bem perto, é só um detalhe que está faltando", vira de um lado, vira de outro, nada de eu conseguir dormir, já eram quase três da manhã... Aí de repente me deu um estalo, o nome do pai do meu bisavô era "Manoel". E se eu procurasse nos registros de passaportes do Cepese com a ortografia "Manuel"? Fui pro computador... e cinco minutos depois, tudo resolvido! 


    Eu já sei que preciso fazer a transcrição do casamento do meu bisavô, sem o qual não posso fazer a solicitação de cidadania por atribuição para minha mãe ("atribuição da cidadania para neto").


    Com isso, eu tenho agora todos os documentos que preciso para dar início aos processos, queria pedir mais uma orientação sua, se você não se incomodar.


    Tenho no momento três dúvidas:


    1) É possível fazer os dois processos ao mesmo tempo, mandar todos os documentos exigidos para transcrição + cidadania para o Consulado (ou para algum outro departamento do gov. português), com os dois respectivos formulários? Ou é preciso fazer primeiro a transcrição e só depois enviar os documentos para o pedido de cidadania?


    2) Eu moro no Rio de Janeiro, assumindo que eu preciso fazer primeiro a transcrição e só depois dar entrada no pedido de cidadania da minha mãe, o processo é realmente o que está descrito lá no site do consulado portugues no Rio? Pelo que eu li, me pareceu algo super simples: assento do avô e avó da minha mãe, emitidos pelo Arquivo Distrital, certidão de casamento no Brasil apostilada, formulário preenchido com firma reconhecida da minha mãe, e pagar a taxa. É só isso mesmo? Simples assim?


    3) Para o processo de cidadania da minha mãe, eu vou precisar pedir uma cópia da certidão de nascimento dela, teor inteiro, apostilada, etc., etc. Ela não sabe me informar se foi feito no cartório onde foi registrada a certidão de nascimento dela, a averbação para incluir as informações do casamento dela com meu pai e posteriormente o falecimento do meu pai. Quando eu pedir a cópia da certidão de nascimento dela, devo solicitar a averbação para atualiza-la, ou não é necessário?

  • LeticialeleLeticialele Member, Moderator

    @eduardo_augusto , imagino a felicidade que deve ter sentido!! Eu gostei tanto, fiquei viciada...

    Respondendo às suas dúvidas:

    1) É possível fazer os dois processos ao mesmo tempo, mandar todos os documentos exigidos para transcrição + cidadania para o Consulado (ou para algum outro departamento do gov. português), com os dois respectivos formulários? Ou é preciso fazer primeiro a transcrição e só depois enviar os documentos para o pedido de cidadania? Não. Primeiro, tem que fazer a transcrição do casamento e depois, mandar o processo para Portugal - se é processo de neto, para a Conservatória dos Registos Centrais - Lisboa.


    2) Eu moro no Rio de Janeiro, assumindo que eu preciso fazer primeiro a transcrição e só depois dar entrada no pedido de cidadania da minha mãe, o processo é realmente o que está descrito lá no site do consulado portugues no Rio? Pelo que eu li, me pareceu algo super simples: assento do avô e avó da minha mãe, emitidos pelo Arquivo Distrital, certidão de casamento no Brasil apostilada, formulário preenchido com firma reconhecida da minha mãe, e pagar a taxa. É só isso mesmo? Simples assim? Sim, o processo é bem simples! Manda os documentos pelos Correios , o Consulado do Rio confere, manda as instruções para fazer o pagamento dos emolumentos (o equivalente a 120 euros) através de um depósito identificado. Depois, transcrevem o casamento e mandam a certidão e os documentos de volta para você. Mande, junto com os documentos, um envelope de plástico, comprado nas agências dos Correios, do Sedex.


    3) Para o processo de cidadania da minha mãe, eu vou precisar pedir uma cópia da certidão de nascimento dela, teor inteiro, apostilada, etc., etc. Ela não sabe me informar se foi feito no cartório onde foi registrada a certidão de nascimento dela, a averbação para incluir as informações do casamento dela com meu pai e posteriormente o falecimento do meu pai. Quando eu pedir a cópia da certidão de nascimento dela, devo solicitar a averbação para atualiza-la, ou não é necessário? Se sua mãe é a requerente, a certidão de nascimento dela tem que ser por cópia reprográfica do livro, apostilada. Se ela mudou o nome com o casamento, basta mandar uma certidão inteiro teor de casamento (não precisa apostilar) apenas para justificar a diferença entre o nome que está no Formulário e a certidão de nascimento. Apenas após a conclusão do processo é que você poderá providenciar a transcrição do casamento dela com seu pai.

  • @Leticialele , quando eu fizer a transcrição do casamento dos meus bisavõs, devo também fazer a transcrição do óbito deles? ou é desnecessário?

  • LeticialeleLeticialele Member, Moderator

    @eduardo_augusto , basta a transcrição de casamento, para o processo de nacionalidade.

  • @Leticialele ,


    Oi Leticia, como vai? Pode me dar mais uma orientação? Lembrando que eu estou tratando da cidadania para minha mãe, ela sim neta de portugueses (José Ribeiro e Leonor da Cosa)


    No formulário de requerimento para transcrição de casamento que obtive no site do Consulado, pede-se para indicar o nome que os nubentes assumiram após o casamento.


    No caso do meu bisavô, nenhuma mudança. Sabemos que permaneceu como "José Ribeiro Magalhães".

    No livro de registro do casamento, indica-se o casamento dele com "Leonor da Costa Lameira." Minha bisavó assinou como "Leonor da Costa Lameira", mesmo nome que consta na certidão de óbito dela. Não há, no registro, nenhuma frase do tipo "Após o casamento, adota o nome de..." ou coisa parecida.


    Porém, tanto na certidão de nascimento quanto na de óbito do meu avô, aparece o nome Leonor da Costa Magalhães.


    Assim, fiquei na dúvida, no formulário de requerimento, devo indicar o nome pós-casamento como "Leonor da Costa Lameira" (como consta no documento de casamento e de óbito dela) ou "Leonor da Costa Magalhães" (como consta no documento de nascimento e óbito do meu avô)?

  • LeticialeleLeticialele Member, Moderator

    @eduardo_augusto , houve uma época em que não constava da certidão de casamento o nome adotado pela mulher após o casamento, Mas isso era presumido!

    Se você tem todos os documentos (certidão de nascimento dos bisavós e certidão de casamento), faça a transcrição.

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