Divergência de grafia em documentos
Olá pessoal, tudo bem?
Gostaria de tirar uma dúvida sobre divergência de grafia em documentos antigos portugueses/brasileiros.
No caso da minha bisavó portuguesa, encontramos diferenças no sobrenome dependendo do documento:
Documentos da minha bisavó:
- no assento português de batismo, inicialmente entendíamos como “Granja”;
- já em uma certidão brasileira antiga de casamento, o sobrenome aparenta estar como “Granger”;
- além disso, a transcrição do casamento em Portugal (realizada em 2020) também ficou registrada como “Granja”.
Documento da minha avó:
- na certidão brasileiro inteiro teor digitada de nascimento aparece “Granje”.
Ou seja, atualmente temos:
- Granja
- Granje
- Granger
Todos os demais dados coincidem (filiação, datas, localidade, cônjuge etc.).
A dúvida é:
essas diferenças costumam ser entendidas apenas como variações gráficas/interpretação de caligrafia antiga ou normalmente geram exigência de retificação?
Obrigado desde já!
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Comentários
@FilipeSantiago98
essas diferenças costumam ser entendidas apenas como variações gráficas/interpretação de caligrafia antigaSim.
ou normalmente geram exigência de retificação?Já que
todos os demais dados coincidem (filiação, datas, localidade, cônjuge etc.),é pouco provável que exijam retificação. Não retifique nada sem que lhe seja exigido (porque não sabe se seria necessário retificar só isso ou mesmo se vai ser necessário), mas tenha documentos prontos e estratégia preparada para proceder caso exijam. Via de regra, documentos mais velhos sobrepujam documentos mais novos (se precisar de uma retificação em cascata, seria o batismo português [sem retificar] apostilado para retificar o casamento brasileiro que retificaria o assento transcrito de casamento português).
@FilipeSantiago98
Os nomes são bem parecidos, possivelmente ao longo do tempo foi se modificando por causa do sotaque.
Como todos os demais dados estão coerentes nos documentos, acho difícil que peçam alguma retificação.
Não impossível, mas difícil.
Antigamente aqui no fórum havia uma visão de que "precisa retificar tudo, 100%, antes de enviar os processos". De fato, essa é a maneira mais segura para evitar problemas. Mas ao longo do tempo, observamos que os conservadores também utilizam do bom senso e que coisas menores, que não deixam dúvidas sobre quem são as pessoas mencionadas nos documentos, são aceitáveis.
Assim, a sugestão é mandar do jeito que está. se vier uma exigência de retificação ou explicação, você resolve.
lembrando: todo mundo aqui no fórum é um "estranho da internet" e você assume a responsabilidade sobre as decisões que tomar. acho importante sempre lembrar as pessoas disso.
Muito obrigado pelo esclarecimento @eduardo_augusto e @carlasimone!
Pessoal, gostaria de saber se alguém já passou por algumas situações que encontrei na documentação do processo de filho
1. No assento de nascimento português da portuguesa consta apenas o primeiro nome, sem sobrenome. Já na certidão brasileira de casamento, que foi utilizada como documento base para fazer a transcrição em Portugal, ela aparece pela primeira vez com o sobrenome “Granger”. No entanto, na transcrição portuguesa o sobrenome ficou “Granja”.
2. Na certidão de nascimento da requerente, a idade da mãe portuguesa está incorreta (consta 32 anos, quando, pelas datas, deveria constar 43 anos).
3. Ainda na certidão de nascimento da requerente, o nome da mãe da portuguesa consta com um sobrenome a mais em relação ao assento português (consta “… de Jesus Lopes”, quando no assento português consta apenas “… Lopes”).
Gostaria de saber como vocês procederiam nesses casos e se alguém já passou por situação semelhante.
Desde já, agradeço a ajuda!
@Admin
Unificar em https://forum.cidadaniaportuguesa.com/discussion/29127/divergencia-de-grafia-em-documentos#latest
Reitero o meu conselho de só solicitar a retificação se esta lhe for exigida pelo conservador. Granja/Granger, por ser apelido incomum, para mim já deixa claro se tratar da mesma pessoa. Omissões de alguns apelidos é comum nesse tipo de documentação. Não tem problema desde que não torne muito difícil identificar que se trata do mesmo indivíduo.
Entendo que Granger e Granja não seja problema, até porque deve ser difícil essa diferenciação nos textos manuscritos da época.
Variações na idade eram bem comuns, muitos portugueses mentiam a idade ou não sabiam mesmo o ano exato de nascimento.
O aparecimento do "de Jesus" tambem não é problema, era comum ainda mais com nomes religiosos. Aconteceu exatamente isso no nome da minha avó, filha de portugueses, e não foi problema pro processo de neto do meu pai.
Concordo com a @carlasimone, eu não faria nenhuma retificação por enquanto, só se o conservador solicitar e exatamente o que ele solicitar.
@FilipeSantiago98
1 - Granja é basicamente o "aportuguesamento" do nome Granger, na prática são o mesmo nome. Provavelmente algum antepassado seu tinha origem francesa ou inglesa. Não vejo motivo para isso causar problema, principalmente considerando que esse aportuguesamento foi feito por uma autoridade portuguesa na transcrição do casamento.
2 - Essa diferença de idade era muito comum na época. As pessoas declaravam uma idade diferente da real ao cruzar o Atlântico. Eu só mexeria nisso se o conservador pedir.
3 - É o que se chama de nome devocional (que remete à devoção, à fé católica) e era mais comum em mulheres (a menina Maria quando adulta podia adotar o nome "da Cruz", "do Espírito Santo", "de Jesus", "da Conceição", "das Dores", "de Fátima" etc). Não acho que cause problema pois era um hábito comum e de tradição portuguesa.
Eu não retificaria nada, até por que só se retifica erros e do que você apontou apenas o item 2 parece ser erro. Os demais apenas refletem os costumes da época ou a atualização ortográfica do nome. Eu mandaria tudo como está e o conservador exigir, o que duvido que aconteça, aí você pede para retificar apenas o que ele apontar.