Aposentado ou solicitar nacionalidade pela esposa

Pessoal,

Meu sogro tem planos de morar conosco em Portugal após o falecimento de minha sogra que, infelizmente está muito doente. Minha dúvida: é melhor ele ir como brasileiro aposentado ou solicitar a nacionalidade pela esposa, que é portuguesa?

Ou ainda, faz ambos, solicita a nacionalidade e enquanto aguarda o processo que sei que é super demorado, fica como brasileiro aposentado?

E por fim, como faz para ir como brasileiro aposentado?

Muito grata!

Comentários

  • editado June 16

    @Jacqueline Thompson

    Ou ainda, faz ambos, solicita a nacionalidade e enquanto aguarda o processo que sei que é super demorado, fica como brasileiro aposentado?

    Sim! Faça as duas coisas: se ela está muito doente peça a cidadania pelo casamento imediatamente senão ele perde o direito à cidadania se a esposa falecer antes de entrar com o processo. Se ele tiver 75 anos ou mais pode também pedir prioridade pela idade. Eu mandaria o pedido de prioridade na largada, junto aos documentos do processo. E enquanto ele aguarda sair a cidadania pode pedir um visto de residência para estrangeiros reformados (aposentados).


  • @ecoutinho

    O filho/ filha que mora em Portugal não pode agregá-lo de alguma forma ( estou falando se forem ou não cidadãos ) ?

  • @mfernandabarbosa

    Não sei se entendi a pergunta. O que seria "agregá-lo"? Ele precisará de um visto de qualquer forma enquanto for estrangeiro.

  • editado June 16

    @mfernandabarbosa

    Não sei se era essa sua dúvida:

    Se o filho vive em Portugal e é português ("tem cidadania"), é possível pedir o cartão de residente para familiar de cidadão europeu (igual o que se solicita para cônjuge) se o pai/mãe for comprovadamente dependente financeiro do filho português.

    Se o filho vive em Portugal como estrangeiro (com visto/autorização de residência): é possível pedir reagrupamento familiar se o pai for comprovadamente dependente financeiro do filho.

    Ambos são tipos de visto de residência da mesma forma, ou seja, são uma permissão temporária de residência. Pode resolver o problema no curto prazo, mas é uma condição "precária". O ideal é providênciar algo definitivo (a cidadania) para ter tranquilidade.

    No caso da @Jacqueline Thompson entendo que essas opções não se aplicam pois o sogro tem renda própria como aposentado. O caminho correto é o visto de residência para reformados e o ideal é que ele peça cidadania logo enquanto tem direito, assim pode viver em Portugal sem ter que se preocupar com vistos, AIMA nem nada disso.

  • @ecoutinho

    Foi isso.mesmo.que pensei... usei agregá-lo pois sabia das 2 possibilidades. Minha filha mora em Munique ( com o Blue Card ) e pode solicitar moradia aos pais mesmo que tenham renda própria. Por isso pensei nesta possibilidade que vc logo esclareceu que em Portugal não é possível.

  • @ecoutinho sempre me salvando! :)

    O processo de cidadania do meu marido (pela mãe) já está correndo, mas só deve finalizar no meio do ano que vem. Eu já sou cidadã, então pretendemos ir no inicio de 2027. Mas ontem meu marido levantou essa hipótese, e eu já vim correndo aqui pra ver o que seria melhor.

    Aproveito a ocasião e pergunto: não somos casados no civil aqui no BR, só temos união estável (e uma filha de 16 anos cuja cidadania já deve estar pra sair). É melhor casar aqui no civil antes de ir, ne?

    Obrigada!

  • @ecoutinho sempre me salvando! :)

    O processo de cidadania do meu marido (pela mãe) já está correndo, mas só deve finalizar no meio do ano que vem. Eu já sou cidadã, então pretendemos ir no inicio de 2027. Mas ontem meu marido levantou essa hipótese, e eu já vim correndo aqui pra ver o que seria melhor.

    Aproveito a ocasião e pergunto: não somos casados no civil aqui no BR, só temos união estável (e uma filha de 16 anos cuja cidadania já deve estar pra sair). É melhor casar aqui no civil antes de ir, ne?

  • @Jacqueline Thompson


    Casar é uma decisão séria - embora hoje quase não exista diferença entre casamento e união estável.

    Com o casamento, bastará fazer a transcrição e seu marido não terá nenhum obstáculo para entrar em Portugal, e não afetará o pedido de nacionalidade dele.

    Sem ele ter a nacionalidade, não sei como funcionaria a entrada dele em Portugal sob uma uniao estável. Não sei se teria que fazer a homologação da união em Portugal, para ele poder entrar como seu companheiro.

  • @eduardo_augusto Com certeza casamento é uma decisão séria. Mas já estamos juntos há 21 anos e com uma filha de 16, então acho que já temos certeza hehehe

    Vou seguir a sua sugestão e evitar qualquer aborrecimento futuro. Muito obrigada!! :)

  • editado June 22

    @Jacqueline Thompson

    Eu casaria no Brasil, faria a transcrição do casamento no consulado do Rio e iria para Portugal já casados.

    Quando mudei para a Irlanda eu vivia em união estável há 10 anos, já tinhamos uma filha de 7 anos (hoje com 13 anos) e optamos por vir casados e mesmo o casamento ainda não tendo sido transcrito em PT (tem um divórcio anterior em homologação), ter a certidão de casamento brasileira traduzida aqui facilitou muito a vida.

    A empresa que coordenou minha mudança na época explicou que vir apenas com a união estável seria possível mas o processo todo de visto dela seria bem mais trabalhoso e burocrático. Nesse contexto achamos melhor tornar nossa vida mais simples e casar.

    Como o @eduardo_augusto bem disse, casar é bastante sério mas no meu caso (e parece ser tbm o seu) é apenas uma formalização. O casamento e os vínculos que unem o casal na prática já existem há mais de década.

  • @ecoutinho obrigada! Bem lembrado da questão da transcrição. Aqui no Rio é muito rápido.

    Então partiu casar! hahaha

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