Família MOREIRA – ligação entre Santo Tirso (Porto) e Trajano de Moraes/Cantagalo (RJ)
Boa tarde a todos.
Estou pesquisando a linha da família do meu pai para verificar uma possível origem portuguesa e gostaria muito da ajuda dos membros mais experientes.
A ascendente viva é minha avó por afinidade, Iolanda Moreira da Fonseca, filha de Joaquim José Moreira e Maria do Espírito Santo.
Depois de algumas pesquisas, consegui reunir algumas informações que parecem formar uma linha familiar consistente, mas ainda não consegui localizar o documento que considero decisivo.
O que considero comprovado
1) Joaquim José Moreira
Encontrei o registro de casamento de Joaquim José Moreira em Duas Barras/RJ, em 26/11/1921.
Nesse registro ele aparece como:
- Joaquim José Moreira
- filho legítimo de Antônio Moreira e Ernestina do Espírito Santo
- casado com Maria do Espírito Santo
Também possuo a certidão de óbito dele.
2) Antônio José Moreira (Júnior)
Nos índices de batismos de Trajano de Moraes encontrei:
- Antônio José Moreira
- batizado em 24/11/1872
- filho de Antônio José Moreira e Genoveva Maria Alves
Também encontrei o casamento:
- Antônio José Moreira × Ernestina Maria do Espírito Santo
- 26/05/1894
- Livro 3, folha 198v
- Trajano de Moraes/RJ
Além disso, os índices de batismo da região mostram filhos do casal, incluindo Joaquim José Moreira (11/02/1900).
Portanto, considero bastante sólida a ligação:
Antônio José Moreira e Genoveva Maria Alves
↓
Antônio José Moreira (batizado em 1872)
↓
Joaquim José Moreira
3) Antônio José Moreira (pai de Antônio Júnior)
Recebi informações do pesquisador Darli Bertazzoni indicando que teria localizado o casamento:
- Antônio José Moreira × Genoveva Maria Alves
- 22/05/1852
- Nova Friburgo/RJ
- Livro 1, folha 163v
Segundo a leitura dele, o noivo seria:
- filho de João Bernardo Moreira e Mariana Correia
- natural da freguesia de “Santo Terço”, Bispado do Porto, Portugal
Minha suspeita é que “Santo Terço” seja, na verdade, uma leitura de Santo Tirso, no distrito do Porto.
Infelizmente ainda não consegui obter uma cópia do assento para confirmar diretamente essa informação.
Minha dúvida principal
Gostaria da opinião dos membros mais experientes sobre alguns pontos:
- Alguém já encontrou referências a uma freguesia chamada “Santo Terço” no Bispado do Porto, ou faz mais sentido interpretar como Santo Tirso?
- Considerando que Antônio José Moreira Júnior foi batizado no Brasil em 1872, existe alguma possibilidade de ele próprio ter adquirido ou sido reconhecido como cidadão português por filiação? Ou toda a pesquisa deve continuar concentrada exclusivamente no pai dele?
- Alguém sabe se os livros paroquiais de Nova Friburgo referentes ao casamento de 1852 estão disponíveis online ou em algum acervo acessível?
- Caso o português seja realmente Antônio José Moreira, filho de João Bernardo Moreira e Mariana Correia, qual seria a melhor estratégia para localizar o batismo dele em Santo Tirso? Eu estou trabalhando com uma faixa provável de nascimento entre 1820 e 1830.
Resumo da linha familiar atualmente
Antônio José Moreira (possivelmente português, natural de Santo Tirso?)
casado com Genoveva Maria Alves
↓
Antônio José Moreira (batizado em 24/11/1872, Trajano de Moraes)
casado com Ernestina Maria do Espírito Santo
↓
Joaquim José Moreira (batizado em 11/02/1900)
casado com Maria do Espírito Santo
↓
Iolanda Moreira da Fonseca (viva)
Agradeço muito qualquer orientação, crítica ou sugestão. Depois de tanto tempo pesquisando, acredito que estou próximo de identificar definitivamente a origem desse Antônio José Moreira, mas gostaria de ouvir a opinião de quem tem mais experiência em pesquisa luso-brasileira.
Comentários
@YasminL2580
Uma outra usuária do fórum colocou perguntas sobre a mesma família aqui:
https://forum.cidadaniaportuguesa.com/discussion/comment/386465#Comment_386465
Facilita bastante concentrar as questões de uma mesma família em um mesmo lugar, para quem for te ajudar saber o histórico, o que já foi feito etc
ponto 1: Desconheço "Santo Terço". Acho que o foco principal é mesmo o concelho de Santo Tirso, com várias freguesias. Por desencargo, olharia também a freguesia de Paramos, cujo orago (padroeiro) é o mesmo santo e também no bispado do Porto
https://tombo.pt/f/esp04
ponto 2 Acho improvável, Mas não impossível.
Entendi que Joaquim, que é o neto do PT, já faleceu. Correto?
Se for isso, o direito à nacionalidade para seus descendentes (Iolanda em diante) se extinguiu. A não ser que, por uma grande sorte, Antônio José Moreira (batizado em 1872), tenha obtido a nacionalidade PT.
Só para confirmar: você viu o casamento em 1894 de Antônio José Moreira com Ernestina Maria do Espírito Santo? E confirmou a filiação dele?
ponto 3: tente entrar em contato com a cúria da Diocese de Nova Friburgo
@CarlosASP Muito obrigada pela resposta e pelas orientações.
A outra usuária que abriu a discussão anterior é minha cunhada. Estamos pesquisando a mesma família juntas e compartilhando as informações que encontramos, por isso acabamos aparecendo em tópicos diferentes.
Consegui localizar no FamilySearch uma cópia digital do casamento de Joaquim José Moreira com Maria do Espírito Santo (1923)."Brasil, Rio de Janeiro, Registro Civil, 1804-2013", FamilySearch (https://www.familysearch.org/ark:/61903/1:1:QGVM-RRMQ : Sat Mar 07 23:16:44 UTC 2026), Entry for Joaquim José Moreira and Maria do Espirito Santo.
O registro informa que Joaquim era filho legítimo de Antônio Moreira e Ernestina do Espírito Santo.
Infelizmente o documento não traz o nome completo do pai, apenas “Antônio Moreira”, nem informa naturalidade ou filiação dele.
Porém, ao cruzar esse documento com os índices de Trajano de Moraes, encontrei:
• casamento de Antônio José Moreira com Ernestina Maria do Espírito Santo em
• diversos batismos de filhos do casal em Trajano de Moraes, incluindo Joaquim José Moreira.
Por isso acredito que há uma forte possibilidade de o “Antônio Moreira” citado no casamento de Joaquim ser o mesmo Antônio José Moreira que aparece nos registros paroquiais.
Mas reconheço que ainda falta o documento original para confirmar definitivamente a filiação.
Você acha que esse conjunto de evidências já é suficiente para considerar que estamos diante do mesmo casal ou ainda vê algum risco relevante de homonímia?
Achei muito interessante a observação sobre Paramos. Até agora eu vinha concentrando a pesquisa em Santo Tirso, porque a referência a “Santo Terço” me pareceu uma possível leitura equivocada, mas vou verificar essa possibilidade também.