Busca de Assentamento de Batismo de Rosa Vieira
Olá, pessoal! Preciso de ajuda para localizar o assento de nascimento de minha bisavó portuguêesa para o processo de atribuição de cidadania do meu pai. Os dados que tenho são:
- Nome da portuguesa: Rosa Vieira
- Ano aproximado de nascimento: De 1889 (ela faleceu em 1940 e na certidão de óbito diz que tinha 50 anos) a 1892 (consta na certidão de casamento dela que nasceu em dezembro de 1892), portanto, não sei o ano exato.
- Nome do pai dela: João Vieira
- Nome da mãe dela: Anna Mello
- Informação extra: Ela se casou no Brasil com meu bisavô, também português, chamado David Martins da Fonte. O casamento foi no 7° Cartório da Consolação, em São Paulo, em 19 de janeiro de 1918. Na certidão de casamento deles, não consta o lugar de Portugal que ela nasceu, apenas que era portuguesa.
Se alguém puder me ajudar a encontrar uma informação do local que ela nasceu, ou o registro dela, agradeço muito!
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Comentários
@JulianoFonte Vc tem a certidão do casamento religioso? Esses documentos costumam mencionar o local de nascimento.
Tem o nome de irmãos e dos filhos da Rosa?
@Nairolasai Tenho a certidão de casamento em Inteiro Teor do cartório, mas não consta o local do nascimento, apenas que ela era portuguesa.
Nome dos filhos:
José Martins da Fonte
David Martins da Fonte
Helena
Lucia
Todos nascidos na cidade de São Paulo.
@JulianoFonte me refiro ao casamento religioso. . No religioso costumam citar o local de batismo.
"A Paróquia São Paulo da Cruz, mais conhecida como Igreja do Calvário, fica na Rua Cardeal Arcoverde, 950 - Pinheiros, São Paulo - SP.
A paróquia iniciou suas atividades com uma pequena capela em 1913, e a igreja atual foi inaugurada na década de 1920". Google
2.O registro civil dos filhos tb nao consta?
@JulianoFonte Essa igreja provavelmente não estava fazendo casamentos em 1918, mas seria bom indagar. Outras possibilidades seriam a Igreja da Consolação, Monserrate, Pinheiros, e da Freguesia do Ó, mas nessas não achei o registro nos livros do Family Search.
@Nairolasai Tenho a certidão de casamento em Inteiro Teor do cartório, mas não consta o local do nascimento, apenas que ela era portuguesa.
Nome dos filhos:
@Nairolasai No registro dos filhos também não consta. Vou tentar pelo Arquivo Diocesano.
Mas realmente seria necessário esse documento e transcrever o casamento deles? Pois o declarante do nascimento do meu avô foi o próprio pai, que era portugues. A mãe (Rosa Vieira) também era. Se não for necessário a transcrição do casamento, eu dou a entrada só com os documentos dele.
@JulianoFonte entendi que vc deseja encontrar o registro de batismo da sua bisavó. Mas nao sabemos onde nasceu. A ideia de procurar o casamento dela no religioso é para ver se este documento contém a informação de onde ela foi batizada. Era comum que os registros de casamento na igreja mencionassem o local do batismo. É uma tentativa.
@JulianoFonte Para efeito de cidadania vc pode utilizar o lado do seu bisavô David que nasceu em 10/06/1887 na Freguesia de Vila Garcia, Concelho e Distrito da Guarda, conforme registro nº 9 abaixo:
https://digitarq.arquivos.pt/fileViewer/6aaf738cd6484152bc4b810033a64636?isRepresentation=false&selectedFile=45401338&fileType=IMAGE
Vc pode pedir a certidão certificada e descritiva desse registro através do CRAV: https://forum.cidadaniaportuguesa.com/discussion/24345/guia-como-pedir-certidoes-de-batismo-atraves-do-crav-anteriores-a-1911
Ele foi naturalizado brasileiro em 1939, conforme processo https://imagem.sian.an.gov.br/acervo/derivadas/BR_RJANRIO_A9/0/PNE/46599/BR_RJANRIO_A9_0_PNE_46599_d0001de0001.pdf
Naquela época de 1939, portugueses que se naturalizavam perdiam a nacionalidade portuguesa, mas isso não afetava os filhos nascidos antes da naturalização.
"O Código Civil português de 1867 dizia no art. 22.º que o português que se naturalizasse em país estrangeiro perdia a qualidade de cidadão português. Porém, o § 2.º do mesmo artigo estabelecia uma exceção específica para os filhos: a naturalização estrangeira do pai português “não implica a perda da qualidade de cidadão português em relação aos filhos menores, havidos antes da naturalização”. Eles só poderiam seguir a nacionalidade do pai mediante declaração depois da maioridade ou emancipação."
Vc já deve possuir, mas deixo aqui a árvore familiar:
https://www.familysearch.org/pt/tree/pedigree/landscape/PXBX-T4Z
@JulianoFonte Voltando ao caso da sua bisavó Rosa, caso vc queira encontrar o registro dela, mesmo já tendo do seu bisavô David. Conforme já comentei, uma forma de achar o local de batismo seria achar o registro de casamento religioso dela. Ocorre que analisando os registros de batismo dos filhos vemos que:
DATA DOCUMENTO SITUAÇÃO no Registro
19/01/1918 casamento civil David + Rosa
1919 batismo de José Augusto pais “casados somente no civil”
21/11/1920 batismo de Joaquim Filho Ilegítimo (*)
26/02/1921 batismo David Jr Filho Ilegítimo (*)
02/04/1924 Nascimento Helena Vieira Registro religioso ????? https://www.familysearch.org/ark:/61903/1:1:6V4Z-1ZLS?lang=pt
(*) significava que os pais não eram casados na igreja.
Se for achado o registro de batismo religioso da Helena e nele não constar que os pais não eram casados, significa que se casaram ente 26/02/1921 e algum dia de 1924. Se constar tb como filha ilegítima, aí ficará difícil saber a data. No processo de naturalização de 1939 consta que eram casados naquela época,
No registro dos filhos também não consta. Vou tentar pelo Arquivo Diocesano.
Mas realmente seria necessário esse documento e transcrever o casamento deles? Pois o declarante do nascimento do meu avô foi o próprio pai, que era portugues. A mãe (Rosa Vieira) também era. Se não for necessário a transferência
@JulianoFonte A busca desse documento nada tem a ver com transcrição. Seria apenas para tentar achar uma fonte de informação para o local de nascimento da Rosa em Portugal.
Mas como já encontrei o registro de batismo do seu bisavô David em Portugal (acima), vc ainda precisa do assento da Rosa?? Para a cidadania bastaria do seu bisavô.
@Nairolasai No registro dos filhos também não consta. Vou tentar pelo Arquivo Diocesano.
Mas realmente seria necessário esse documento e transcrever o casamento deles? Pois o declarante do nascimento do meu avô foi o próprio pai, que era portugues. A mãe (Rosa Vieira) também era. Se não for necessário a transferência
@Nairolasai Os dois eram portugueses e se casaram no Brasil. Por esse motivo fui orientado a fazer a transcrição do casamento. E para isso precisaria do Assentamento de Batismo dela também.
Então, não é necessário fazer a transcrição do casamento?
@Nairolasai Então, não é necessário fazer a transcrição do casamento?
@JulianoFonte Quando mencionei que a busca do casamento religioso não tinha a ver com a transcrição foi apenas para dizer que iria ajudar na busca do assunto português da Rosa. Normalmente no registro de casamento religioso consta o local de batismo. Este assento religioso nada interfere na cidadania e não tem valor para tal.
Agora em relação a precisar fazer a transcrição do casamento civil, vc tem razão da necessidade da transcrição do casamento civil de 1918 no Brasil, pois se trata de matrimônio de 2 portugueses no estrangeiro com data posterior a 1911.
@Nairolasai Obrigado pelo auxílio.
Encontrei o passaporte da Rosa que foi entregue no processo de Habilitação do Casamento deles. O passaporte foi emitido em nome do pai dela, constando todos os membros da familia - João Vieria, a esposa (está diferente o nome no passaporte quando comparado com a certidão de casamento) e os quatro filhos - Maria (06 anos), ROSA (04 anos), Manoel (02 anos) e José (01 ano).
O passaporte foi emitido em março de 1896, do Districto de Ponta Delgada. Eram naturais de Lomba do Pomar, concelho da Povoação. Pesquisei, mas não encontrei a ROSA que eu preciso.
Na certidão de casamento dela, o nome da mãe consta Anna de Mello, mas no passaporte, consta Rosa Francisca.
Os filhos tem apenas o primeiro nome.
Encontrei uma Rosa nascida no mesmo ano, mês e local, só que tem essa divergência no nome da mãe.
Ouvi dizer que era comum a troca de nomes de algumas pessoas, isso realmente procede?
Será que realmente é a Rosa que estou procurando?
Mais uma vez obrigado.
@JulianoFonte é bastante comum haver diferença de nome e idade entre os registros portugueses e brasileiros de uma mesma pessoa. No seu caso, a diferença entre os nomes da mãe da Rosa no registro de casamento no Brasil (Anna Mello) e no passaporte português que vc apontou (Rosa Francisca) faz pensar se tratar de pessoas diferentes, principalmente porque o nome do pai João Vieira era bem comum nos Açores.
No entanto, se vc confirma que o passaporte encontrado fazia parte dos documentos de habilitação do casamento da Rosa, arquivados no cartório, temos que pensar porque o nome da mãe apareceu como Anna Mello nesse mesmo registro, já que, no caso, o passaporte estaria nas mãos do escrevente do cartório???? Seria a Anna uma segunda esposa do João???
Vc confirmado que era esse passaporte arquivado nos documentos de habilitação do casamento da Rosa, o registro de batismo dela seria esse abaixo. Ela nasceu em 15/09/1891, filha de João Vieira Carreiro e Rosa Francisca D'assumpção. O sobrenome Carreiro vem do pai do João e é o mesmo que aparece no registro do passaporte.
https://www.familysearch.org/ark:/61903/1:1:6NRD-XH7V?lang=pt
https://culturacores.azores.gov.pt/biblioteca_digital/SMG-PV-MAEDEDEUS-B-1891-1899/SMG-PV-MAEDEDEUS-B-1891-1899_item1/index.html?page=38 registro 111.
https://arquivos.azores.gov.pt/descriptions/1483605
https://culturacores.azores.gov.pt/biblioteca_digital/PASSAPORTES-PDL-1894-1896/PASSAPORTES-PDL-1894-1896_item1/index.html?page=95
@JulianoFonte No Family Search existe um Eduardo Vieira Carreiro, nascido em São Paulo, em 1909, filho de João Vieira Carreiro e Anna do Amaral, neto de Francisco Carreiro.
https://www.familysearch.org/pt/tree/pedigree/landscape/GKLL-L3H
Isso pode corroborar com a hipótese de ter existido uma Anna, segunda esposa do João Vieira, pai da Rosa. Vc tem alguma informação sobre isso??