Provavel mudanca de nomes?

Estou tentando conseguir a certidao de nascimento de meu Bisavo. ( Ja me enterei atraves daqui que de 1880 so nas Igrejas.

Pois hoje com as informacoes que meu pai me passou, cheguei a um registro na Igreja Nossa Senhora da Anunciada do coselho de Setubal. Encontrei pelo ano e mes de nascimento os nome parecidos. Nao consigo identificar o nome Marques, so os nome Francisco(o filho-meu bisavo), Joao (o pai de Francisco) e ------ de Jesus ( a mae de Francisco).

Nossa foi um banho de agua gelada, fiquei muito feliz por encontrar algo, pois estou indo a Portugal na proxima semana, mas nao encontro nada com os nomes das certidoes de casamentos do meu avo e do bisavo. Tenho as duas certidoes de INTERIOR TEOR.

Ja houve algum caso de Portugueses trocarem de nome quando chegaram no Brasil?

Estou fazendo a Arvore geneologica, mas ja nao tenho muitas datas so nomes.


Bisavo = Francisco Ferreira Marques - Casou em 22 de Junho de 1905 com 26 anos, entao nascido em 1880.

Pai do bisavo = Joao Marques

Mae do bisavo = Emilia ou Enilsa de Jesus 2 nomes diferentes.!!


Bisavo = Ana Fontes Marques casou com 19 anos em 1905. Nascida em 1886.

Pai da bisavo = Manoel Fontes

mae da bisavo = Maria de Souza Fontes

Todos Nascidos em Portugal.


Obrigada por tantas informacao.

Patricia


(Desculpe meu teclado nao tem acentos.)

Comentários

  • @patmarques

    Tem alguma informação da família que Francisco era de Setúbal? Não é impossível, mas não é uma região tradicional de emigração massiva para o BR.

    Meu palpite é que seria esse aqui - o número 7 no fim da página e continua na outra. É de Coimbra, uma área com bem mais emigrantes para o BR:

    https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3QSQ-G9SP-599L-V?view=index&action=view

    Esse Francisco muito provavelmente é dessa família aqui abaixo. Tem dois possíveis irmãos dele, Antonio e Lino Ferreira Marques, que viveram em Campinas. Seria uma forma de confirmar, através de informações familiares, se é o Francisco certo. Algum parente mais velho poderia saber desses Antonio e Lino:

    https://www.familysearch.org/tree/person/details/G7MX-TC8

    Já a Anna Fontes, acho ser essa aqui. Ver tif 074:

    https://pesquisa.adporto.arquivos.pt/viewer?id=828078

    A mãe aparece como Maria da SIlva, mas os avô maternos são Antonio de Souza Braga e Anna da Silva. Não era raro haver essa inconstância dos sobrenomes que apareciam em cada registro, então Maria da Silva e Maria de Souza podem ser a mesma pessoa.

    O ideal seria achar o casamento religioso (se houver) de Francisco e Anna no Rio de Janeiro, pois eles frequentemente citam as paróquias onde os noivos foram batizados.

    Vamos ver se alguém mais do fórum acha informações adicionais.

    Caso não soubesse ainda, os batismos vem mesmo sem os sobrenomes das pessoas.

  • @CarlosASP

    Muito obrigada por toda essa informacao, mas:

    O meu Francisco Ferreira Marques, tudo indica que nascei em 1879. Nao em 1878. O restante das informacoes estao muito parecidas.

    Minha Emilia de Jesus foi casada com Joao Marques. Nao tivemos parentes em Campinas.


    Anna Fontes as informacoes sao muito boas, mas o nome da mae que tenho e Maria de Souza Fontes.

    Vou colocar as certidoes de casamento que tenho. Se voce puder dar uma olhada, agradeco!


  • @patmarques

    Alguns comentários. Esse "Ennilsa" no casamento é erro de digitação. Olhe o original aqui:

    https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HT-D4HS-273?i=88

    Tem até o pingo em cima do segundo "I" do nome de Emilia de Jesus. Certidões digitadas podem ter muitos erros; tem que conferir com uma lupa comparando com a reprográfica (ou imagem do livro).

    Ano de nascimento de Francisco. É muito comum haver discrepâncias entre o que aparece nos documentos BR e a realidade que consta nos documentos em PT. Nunca se descarta um batismo só por isso.

    Se tenta, de outras formas, comprovar que devem ser a mesma pessoa. Por isso mencionei os possíveis irmãos em Campinas. Mas, muitas vezes, os descendentes dessas pessoas nem sabem que outros ramos da família se estabeleceram em outras partes do BR. Não saber não é prova definitiva que não aconteceu; já, se soubesse, seria um indício muito forte de ser a pessoa certa.

    Coloque aqui o link para o batismo de 1880 que você acha ser o Francisco certo. Você não menciona os sobrenomes listados; olhando o original se pode ter uma ideia se deve ou não ser descartado. Eu só achei esse aqui, mas é de uma menina chamada Francisca, filha de Joaquim Martins e Emilia de Jesus. Ver tif 123:

    https://digitarq.adstb.arquivos.pt/viewer?id=1209365

    Outra coisa a ter em conta. Os sobrenomes das pessoas não aparecem sempre idênticos em todos os documentos em PT. Joao Marques e Joao Ferreira Marques podem muito bem ser a mesma pessoa. É um conjunto de informações de vários registros que indicam a probabilidade de ser ou não.

    A mesma coisa vale para Anna Fontes e sua mãe. Olhe os diversos registros anexados à vários parentes da família aqui. Vai ver que cada hora Maria era citada de um jeito. Essa Anna Fontes tem dois irmãos que mudaram também para o Rio de Janeiro, Alfredo e Antonio. Acho que há um grau bem alto de certeza que é a mesma Anna do batismo acima. Mas tem que olhar e ler com atenção os documentos originais em PT e não apenas as indexações feitas pelo FS:

    https://www.familysearch.org/tree/person/details/LRRJ-PVM

    Vou marcar duas pessoas que são muito boas em achar documentos, caso eles tenham tempo de dar uma olhada nisso tudo e opinar se essas devem ou não ser as pessoas certas. @Guilherme Moreira @Kleber Silva Aguiar

  • @CarlosASP

    Muito obrigada por toda essa informacao, mas:

    O meu Francisco Ferreira Marques, tudo indica que nascei em 1879. Nao em 1878. O restante das informacoes estao muito parecidas.

    Minha Emilia de Jesus foi casada com Joao Marques. Nao tivemos parentes em Campinas.


    Anna Fontes as informacoes sao muito boas, mas o nome da mae que tenho e Maria de Souza Fontes.

    Vou colocar as certidoes de casament

  • @CarlosASP

    Voce tem razao a respeito de Francisco Ferreira Marques os nomes batem claramente.

    E Anna Fontes Marques, encontrei o batismo dele em Vila de Gaya, Porto

    Paroquia de Sao Pedro de Pedroso.

    Qual e o proximo passo?

    Pergunta importante: meu pai ja vai fazer 80 anos. Caso algo ruim aconteça, como fica o processo?

    pois pretendo passar para minha familia e minha irmã.


    Muito obrigada!!

  • @patmarques

    A primeira etapa é achar os registros dos antepassados. Em um processo de netos, isso inclui as 3 gerações: seu pai BR, o pai dele BR e o avô PT. Aqui a lista de documentos:

    https://forum.cidadaniaportuguesa.com/discussion/24046/documentos-para-atribuicao-de-nacionalidade-para-netos-formulario-1d

    Porém o que é "suficiente" do ponto de vista genealógico para se ficar convencido de que é o registro certo, pode ou não ser do ponto de vista de um processo de nacionalidade.

    Aí se parte para a análise das certidões que serão enviadas (por exemplo, a de nascimento ou batismo das 3 gerações) para ver se todos os nomes em cada uma delas (pais e avós) batem com as das outras certidões. Caso haja divergências nesses nomes, o processo pode cair em exigência quando for analisado. Há soluções para esses possíveis problemas, como retificar as certidões. Mas isso depende de analisar cada caso, a "gravidade" das divergências etc.

    Imagino que seu pai seja filho do Manoel de quem anexou a certidão de casamento (com Isaura). O ascendente PT (Francisco) foi o declarante do nascimento de Manoel com um dia de vida, o que é ótimo - pois "perfilha" ele como filho de um cidadão PT pelas leis de nacionalidade. Um problema a menos.

    Quando são dois cidadãos PT que se casam no BR, muitas vezes se tem que transcrever o casamento deles. Mas, há também a visão que, se o casamento ocorreu antes de 1911 (data da entrada do código civil PT), isso não é necessário por esse motivo (se for o único,podem haver outros). Nesse caso, Francisco e Anna (os ascendentes PT) casaram no Rio em 1905 (confirme a outra certidão que anexou).

    O processo de nacionalidade tem que ocorrer e terminar enquanto o requerente (no caso, seu pai) esteja vivo. Isso hoje em dia tem levado uns 3 anos ou mais. Uma vez que ele tenha obtido a nacionalidade, você e sua irmã passam a ser filhas de um cidadão PT; e passam a ter direito a pedir como tal a nacionalidade de vocês, independente de ele estar vivo (processo de filho leva mais ou menos um ano). E assim para cada geração. Aqui o guia para filhos, que é mais simples:

    https://forum.cidadaniaportuguesa.com/discussion/24047/documentos-para-atribuicao-de-nacionalidade-para-filhos-maiores-formulario-1c/

    Ou seja, o importante é providenciar o mais rápido o processo de seu pai (como neto de PT). E, dando tudo certo, você e sua irmã, de acordo com os prazos atuais, poderiam receber a nacionalidade PT daqui a uns 4 ou mais anos.

    Se você, sua irmã e demais gerações tiverem muita pressa para a sua nacionalidade, podem usar algo chamado "apensação", mandando de uma vez o processo de seu pai e, "apensados", os de vocês. O risco seria que, caso seu pai falecesse durante a tramitação do processo dele, vocês teriam gasto recursos à toa, pois ninguém receberia a nacionalidade PT. Se der certo, vocês economizariam alguns meses na tramitação do processo de vocês. Cabe a vocês decidir se esse risco vale a pena comparado com o possível ganho de tempo.

    Caso queira considerar isso. tem um guia sobre esse tema. Eu gosto muito da opinião da @texaslady sobre quando vale ou não apensar vários processos:

    https://forum.cidadaniaportuguesa.com/discussion/24782/guia-apensacao-de-processos

  • @CarlosASP , @patmarques ,

    Pelo menos até poucos dias atrás eu não aconselharia apensar processos de neto e filhos, pois o de neto correria só em Lisboa, e lá o de filhos sendo processado em Lisboa demora o dobro de tempo ou mais do que os de filho no ACP. Mas de acordo com novo despacho do conselho diretivo do IRN (https://irn.justica.gov.pt/Portals/33/Doutrina/Despachos%20CD/DESP008PCD2024_Apensa%C3%A7%C3%A3o_Nacionalidade_p_divulga%C3%A7%C3%A3o.pdf?ver=SEWpQIl6qNR62vh85bhqGw%3d%3d&timestamp=1719387376373) o ACP terá competência para decidir processos de netos também). Então passa a ser interessante a apensação, que além de poder utilizar os documentos em comum, poder ser um pouco mais agil.

    Mas neste caso aqui, há que considerar a idade do neto requerente, e como o Carlos mencionou, pode ser um risco no caso de falecimento do requerente. Teoricamente se perderia as taxas pagas. Porém houve aqui um caso em que a familia informou o falecimento do requerente e a conservatória respondeu dizendo que o processo seria arquivado e que poderiam ressarcir 50% da taxa para a família. Tem tudo isso a considerar.

  • @CarlosASP

    Voce tem razao a respeito de Francisco Ferreira Marques os nomes batem claramente.

    E Anna Fontes Marques, encontrei o batismo dele em Vila de Gaya, Porto

    Paroquia de Sao Pedro de Pedroso.

    Qual e o proximo passo?

    Pergunta importante: meu pai ja vai fazer 80 anos. Caso algo ruim aconteça, como


    Muito obrigada!!

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