Certidão de Nascimento Portuguesa - Bisavô
Turma, boa tarde a todos!
Estamos numa verdadeira odisseia procurando a certidão de nascimento do bisavô de meu Pai, que atualmente mora em Portugal. O que sabemos:
Seu bisavô, Francisco Ferndandes Palha, nasceu por volta de 1855( talvez até 1860) no Distrito de Braga, muito provavelmente, na região de Adaufe. Alguns registros de familiares, conseguimos em certidões da Paróquia de São Vítor. Os pais se chamavam Custodio Fernandes Palha e a mãe, Thereza de Jesus.
Foi para o Brasil por volta de 1870-1880 e casou-se com Clara de Oliveira Palha, em 18/12/1890.
Meu Pai, atualmente mora em Portugal há quase 5 anos e estou nessa busca para ajudá-lo com sua cidadania.
Muito obrigado, desde já, e vos estimo uma ótima semana.
Jorge Palha
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Comentários
@palhajf
Acho que o foco principal é folhear os livros da freguesia de São Vitor, concelho de Braga, caso não tenha feito isso ainda. É uma freguesia bem grande. Começaria pelo ano de 1859, depois 1860. 1858 e para trás. Pois aí que foram batizados vários de seus irmãos e onde os pais casaram.
https://tombo.pt/f/brg51#BIRT
De onde tem essa data de casamento de 18/12/1890?
Pois no registro civil da filha Izabel em abril de 1889, ele já consta como casado na "Igreja Matriz do Engenho Novo". E se declara com a idade de 29 anos:
https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-6SJ3-LBW
O que não entendi é a busca pelo registro do bisavô de seu pai para fins de nacionalidade. Somente até netos vivos de um ascendente PT podem requerer.
Olá Carlos, bom dia!
Primeiramente, muito obrigado por dedicar um tempo a ver minha mensagem e buscar informações.
Vou começar respondendo a sua dúvida do porque estar buscando isso para meu Pai. Ao que entendemos da nova lei de cidadania, vigente a partir de Maio/26, residentes agora esperam 7 anos para solicitar a cidadania. Porém, caso sejam bisnetos, podem solicitar em 5 anos.
Meu Pai já mora em Portugal deste Abril/22 e portanto, ano que vem, já poderia iniciar o processo.
Eu fiz desde 1854 até 1860 usando os arquivos do site do arquivo distrital de Braga, Bem-vindo • Arquivo Distrital de Braga, mas farei novamente usando o sua recomendação e link.
Quanto a data de casamento, eu confundi em minhas anotações e escrevi a data de nascimento de um dos filhos. Eles casaram-se em 28/Junho/1885.
Muito obrigado, mais uma vez, pela ajuda!
@palhajf
voce tem a imagem ou o link para esse casamento religioso de 1885?
frequentemente os casamentos religiosos do Rio de Janeiro indicam as paróquias onde os noivos foram batizados
Olá Carlos,
tudo que foi possível achar sobre o casamento deles, até o momento, foram duas menções em jornais da época como as imagens abaixo:
Eu não tenho o link pois ainda não o achamos. Como o nome dele é praticamente do filho, deixa um pouco mais confuso.
obrigado mais uma vez
Essa não tinha feito upload anterior. É a principal.
@palhajf
Esse anúncio no jornal são dos proclamas, a autorização para casar. Eles devem ter casado pouco depois. Os proclamas eram "centralizados" em um local, e o casamento em si podia ocorrer em outras paróquias. Por sorte, o registro civil da filha Izabel menciona o local do casamento.
O que acontece é que justamente os livros da paróquia do Engenho Novo para essas datas não estão disponíveis online no Family Search. Como há duas "Nossa Senhora da Conceição" no Rio, eles misturaram as duas e, me parece, não puseram online as do Engenho Novo. Os que estão lá para esses anos são os de casamentos religiosos da Gávea. Aqui quando cada uma foi criada:
Nossa Senhora da Conceição Engenho Novo 1873
Nossa Senhora da Conceição Gávea 1875
Pode tentar ver se consegue esse casamento religioso com o arquivo da Curia Metropolitana do Rio de Janeiro, pois sabe que casaram na "Igreja Matriz do Engenho Novo" e a data dos proclamas. Se o livro físico estiver lá, deve ser o suficiente para acharem. Anexe esse link para os proclamas e a imagem do nascimento da filha Izabel que fala que casaram no Engenho Novo
https://catedral.com.br/arquivo/
Além do casamento em si, peça os "banhos" (processo matrimonial), pois pode até ter uma cópia do batismo dos noivos.
Por outro lado, se quiser pesquisar mais em livros da cidade de Braga, um outro lugar para arriscar seria a freguesia de Maximinos, pois a mãe (Thereza) era de lá:
https://tombo.pt/f/brg24
A dificuldade quando um casal morava em uma cidade maior, como Braga, com muitas freguesias próximas, é que era relativamente simples para se mudarem de uma freguesia para outra, diferente de freguesias rurais que eram mais distantes entre si. Sem saber a freguesia certa, o trabalho de busca se torna muito maior:
https://geneall.net/pt/mapa/56/braga/
Se for buscar o batismo de Francisco nos livros, fique de olho nos batismos de "João" também, Como ele tem esse irmão que deve ter nascido em anos próximos, pode indicar que está no caminho certo
@palhajf
Quase certo que esse é o batismo de Francisco:
https://www.familysearch.org/ark:/61903/1:1:6NHW-QGQ7
O pai aparece como Custodio Fernandes de Araujo. Mas pode ver que os avós paternos e maternos batem com os que constam nos batismos de irmãos dele (Luis,as duas Marias etc) - só trocando o "Fernandes de Araujo" por "Fernandes Palha". E a mãe como "Thereza da Conceição" ao invés de "Theresa de Jesus". Essas variações de nomes eram comuns, infelizmente.
E esse deve ser o casamento dos pais em 1859; tudo em Sao Vitor:
https://www.familysearch.org/ark:/61903/1:1:6BGB-HZKB
Tem um batismo de uma Maria, neta de Custodio e Thereza (e sobrinha de Francisco, filha de sua irmã Maria da Conceição) onde o Custodio aparece como "Custodio Fernandes de Araujo Palha" e sua esposa como Thereza de Jesus - o que amarra todos esses nomes:
https://www.familysearch.org/ark:/61903/1:1:6X6Z-4LHV
Se der sorte, as informações da Curia do Rio de Janeiro confirmam tudo isso, mas vai levar um tempo para eles responderem.
Carlos, bom dia!
Inacreditável sua descoberta. Na semana passada, tinha achado essa certidão de nascimento e ainda enviei pro meu Pai por email o print, dizendo: "Olha que coincidência os nomes parecidos!". O X da questão é que não tinhamos, de forma alguma, o sobrenome "de Araújo" e também, que o Pai de Custódio se chamava Domingos... O batizado foi crucial para cruzar estes dados e não tinha esta informação!
Vou repassar estas informações a meu Pai para que já comece a solicitar os documentos e montar o seu dossier.
Sinto-me imensamente grato pela sua ajuda e tempo dedicado a esta pesquisa. Vi que tens ajudado muitas pessoas também!
Que Deus te abençoe e retribua todo essa gentiliza e presteza.
Muito obrigado,
Jorge Felipe G. Palha
@palhajf
Eu conferiria com cuidado o que consta nas certidões de nascimento de toda a cadeia entre Francisco (PT) e o bisneto BR dele (seu pai) para ver quais as inconsistências nos nomes dos diversos envolvidos.
Por exemplo, no batismo PT de Francisco, os pais aparecem como Custodio Fernandes de Araujo e Thereza da Conceição.
Essas pessoas serão citadas no nascimento do filho/a BR de Francisco como avós paternos. Como eles aparecem nesse registro?
Ainda não vi um caso de residência utilizando o fato de ser bisneto de PT para reduzir o prazo para 5 anos.
Dei uma olhada no artigo 6.8 da nova lei e reparei isso:
8 - O Governo pode conceder a nacionalidade, com dispensa do requisito previsto na alínea b) do n.º 1, aos indivíduos que sejam descendentes em 3.º grau na linha reta de portugueses originários e que tenham residência legal em território nacional há pelo menos cinco anos.
Note que aqui diz "pode conceder", enquanto no 6,1 "comum" diz apenas "concede". Curioso em saber qual o critério prático para decidir se concede ou não para esses bisnetos com redução do tempo de residência. @ecoutinho @SergioM @eduardo_augusto
@CarlosASP
Essa expressão é mesmo curiosa. Era a mesma utilizada no antigo 6.6, que inclusive não tinha limite de geração, mas que ninguém conseguia (até por conta de outros critérios subjetivos), mas também era a mesma utilizada no artigo 6.7, judeus sefarditas, que não lembro de ter visto nenhum relato de processo negado para quem cumpria os requisitos.
Esse é um caso bem interessante de se acompanhar. Se bobear, por ser artigo novo, é capaz de andar bem rápido por não ter fila.
@palhajf, boa sorte e não esqueça de nos manter atualizados sobre a evolução do processo do seu pai.
Pois é, meus caros. Nessas situações, ficamos vulneráveis ao entendimento de quem pegar o processo na mão.
Como disse lá em cima, meu Pai já está há 4 anos em Portugal com visto de aposentado para os Brasileiros e aí, se não mudasse a lei, poderia iniciar o processo ano que vem… ele já tinha ficado chateado pois tem um baita orgulho da coragem do bisavô de ter ido pro Brasil em 1870 e pouco… sinistro pensar nisso!!!
Só que quando eu vi esse post abaixo, me fez ter esperança de ser mais rápido pra ele e começar a correr atrás já para ter tudo pronto no tempo certo:
[removido]
@palhajf
Tomara que seja como no caso dos sefraditas, como o colega colocou.
Não deixe de olhar a coisa de "Fernandes Palha" versus "Fernandes Araújo" na cadeia de documentação. Pois, o que pode estar claro genealogicamente (que é a mesma pessoa), não é necessariamente aceito sem questionamento para fins de nacionalidade pelo conservador que examinar o processo. Muitas vezes, em casos assim, ele vai questionar: "qual a origem do sobrenome Palha?" já que não é citado em nenhum momento no batismo do antepassado PT (nem nos pais ou avós do batizado).
Menciono isso para não ser pego de surpreso com essa questão. Essas inconsistências são muito comuns; às vezes é fácil lidar com elas, outras vezes dá um bom trabalho. Como tem um tempo antes de completar os 5 anos, pode ir examinando a situação.
Uma observação: o fórum não permite qualquer forma de indicação de serviços pagos de assessoria. Creio que pôs o link com o intuito de informar sobre essa nova via de nacionalidade, mas, não cabe aqui.
@Admin pode remover os links na postagem anterior?
@CarlosASP
Note que aqui diz "pode conceder", enquanto no 6,1 "comum" diz apenas "concede". Curioso em saber qual o critério prático para decidir se concede ou não para esses bisnetos com redução do tempo de residência.
Eu diria que há uma grande chance de pedidos fundamentados nesse artigo serem na maioria das vezes negados ficando "guardado" apenas para algum caso especial em que o governo tenha interesse em dar a cidadania para alguém.
Como para o bisneto brasileiro, na prática, a única diferença entre esse artigo e o 6.1 (tempo de residência) é que nesse artigo ele precisa estar morando "apenas" há 5 anos ao invés de 7, eu consideraria se não é o caso de esperar os dois anos adicionais para completar os 7 e fazer o pedido por tempo de residência que é mais seguro.
Outra possibilidade (mais arriscada) é dar entrada com o pedido com esse fundamento (bisneto + 5 anos de residência) e se vier uma exigência ou projeto de indeferimento pedir para mudar o formulário para o 6.1 (afinal, quando forem analisar a papelada já terão se passado mais de 2 anos desde a entrada do processo e a pessoa já terá completado os 7 anos de residência).
@CarlosASP , iremos focar nessa questão do nome sim, mesmo buscar os registros de batismo do Custodio, bem como outros documentos que já vinculamos na árvore do FamilyTree. Essa questão do "de Araújo" foi realmente muito curiosa para nós.
Perdão por ter colocado o link. Ao querer mostrar de onde tirei este assunto, divulguei o perfil dele.
@ecoutinho exatamente por isso, já comecei a mexer na documentação e ajudar meu Pai. A estratégia é esta mesma, tentar por um lado, visto que tem essa "categoria", caso não dê certo e atinga os 7 anos, que o faça via tempo de residência apenas.
Os mantenho informados da evolução.
Muito obrigado a todos!!!
@palhajf Tinha achado esse registro do Custódio que vc disse buscar na semana passada e acabei não postando na ocasião.
https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:939V-78SS-52?view=index&cc=1913410&lang=pt Nasceu em 1842, filho de João Fernandes e Izabel Maria. O sobrenome Araújo vem do avô paterno, mas não aparece o Palha.
@Nairolasai excelente ajuda!!! Muito obrigado!!!
Esta questão do Palha faltando se tornou uma grande incognita... vamos ver o que nos reserva ao longo das descobertas...
Como Custodio era chapeleiro, comeco a desconfiar que ele passou a usar o sobrenome, por conta de chapeu de Palha... sera???
Vamos em frente!
Um forte abraco
@palhajf O sobrenome Fernandes Palha já aparece naquela região de Braga desde o século XVIII. Existem diversas ramificações de árvores com Palha no Family Search.
O Palha deve vir do avô João que em outros registros de irmãos do Francisco (Luis, por exemplo) aparece como João Fernandes Palha.