Certidão de Nascimento e Casamento

Olá pessoal, tudo bem?

Estou reunindo documentos o processo, e cheguei em um ponto em que estou com dificuldade para localizar dois documentos importantes da família. Resolvi pedir ajuda aqui no fórum porque talvez alguém tenha experiência com registros antigos da região de Itaperuna/Natividade-RJ.

Contexto:

Minha bisavó portuguesa chamava-se Arminda Lopes Granger (em alguns documentos aparece como Granje). Ela nasceu em 12 de junho de 1904, em Quelfes, Olhão, Faro, Portugal. Filha de Alexandre Martins Granje e Esperança de Jesus Lopes.

Ela imigrou para o Brasil e casou-se com Antônio Pereira. Na averbação do assento português consta que o casamento ocorreu em 12 de maio de 1923, no antigo “12º Distrito de Itaperuna”, aparecendo também referência ao “Lugar de Esperança” (provavelmente algum lugar na zona rural que acredito hoje pertencer à região de Natividade/RJ).

Os documentos que estou tentando localizar são:

1 - Certidão de casamento de:

  • Arminda Lopes Granger/Granje
  • Antônio Pereira
  • Data: 12/05/1923
  • Local: antigo 12º Distrito de Itaperuna-RJ (“Lugar de Esperança”).


2 - Certidão de nascimento de Antônio Pereira.

- Descobri recentemente que ele nasceu em 02 de janeiro de 1903, provavelmente também na região de Natividade/Itaperuna.

Pais de Antônio Pereira:

  • Daniel Pereira Neves
  • Maria Candida do Nascimento

Já entrei em contato com cartórios de Natividade e Itaperuna para tentar localizar os registros ou descobrir qual serventia herdou o acervo histórico do antigo 12º distrito e também fiz pesquisas no familysearch e no registro civil.

Se alguém tiver experiência com registros antigos dessa região, distritos históricos de Itaperuna ou alguma sugestão de onde esses livros podem ter ido, ficarei extremamente grato pela ajuda.

Muito obrigado!

Comentários

  • @FilipeSantiago98

     Na averbação do assento português consta que o casamento ocorreu em 12 de maio de 1923, no antigo “12º Distrito de Itaperuna”

    Se o casamento já está averbado (transcrito em PT), por que precisaria da certidão de casamento BR?

    Olhei o batismo de Arminda; na imagem não aparece uma averbação. Imagino que o assento de nascimento dela foi digitalizado e aí que consta a averbação. É isso?

    https://digitarq.arquivos.pt/fileViewer/957496c576694c9e958f043dd17a06ec?isRepresentation=false&selectedFile=45038938&fileType=IMAGE

    De todo modo, realmente essa região do norte/noroeste fluminense é complicada, pois houveram muitos desmembramentos de municípios.

    Eu desconfio que o antigo 12o distrito era (Santa Rita do) Ouro Fino (a confirmar). Tem um post no instagram que diz: "Em 1903, o lugarejo foi elevado à condição de 12º distrito de Itaperuna e teve seu nome reduzido para Ouro Fino"

    Seguindo a história desse lugar:

    Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.056, de 31-12-1943,, Ouro Fino passou a denominar-se Ourânia,

    O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias deste Estado, promulgado em 20-06-1947, desmembra do município de Itaperuna os distritos de Natividade do Carangola, Varre-Sai e Ourânia, para formarem o novo município de Natividade do Carangola

    Pelo Decreto Legislativo n.º 134, de 03-08-1967, simplifica a denominação do município de Natividade do Carangola para Natividade.

    Pela Lei Municipal n.º 08, de 22-04-1982, homologada pela Lei Estadual n.º 836, de 10-01-1985, é criado o distrito de Bom Jesus do Querendo, formado com terras do distrito de Ourânia e anexado ao município de Natividade

    Em “Síntese” de 31-XII-1994, o município é constituído 3 distritos: Natividade, Bom Jesus do Querendo e Ourânia.

    .

    Ou seja, se Ouro Fino era mesmo 12o distrito, hoje em dia isso são os distritos de Bom Jesus do Querendo e Ourânia em Natividade.

    [nota: não achei online a lei que criou o distrito de Ouro Fino, para confirmar isso. Foi a lei estadual Lei n.º 595, de 04-11-1903. Pode tentar ver se a biblioteca da Alerj tem uma cópia física do texto:

    https://www2.alerj.rj.gov.br/biblioteca/biblioteca.html

    Em teoria, o RCPN de Natividade deveria ter herdado esses registros, Na prática, nem sempre é assim. Sugiro tentar falar por fone com alguém nesse RCPN, de preferência um funcionário que saiba mais da história dessas transferências de livros. O mesmo com Itaperuna. O estagiário atendente do balcão muitas vezes não tem a menor ideia da história da região.

    No family Search, só vi esse livros para Itaperuna desde 1889 (e nada para Natividade):

    Inclui registros dos distritos de Nossa Senhora da Penha, Itajara (antigo São Sebastião da Boa Vista) e Boaventura.

  • @FilipeSantiago98 De acordo com o IBGE (fonte abaixo), na época do casamento, Itaperuna tinha 12 distritos

    https://www.ibge.gov.br/biblioteca/visualizacao/dtb/riodejaneiro/itaperuna.pdf?utm_source=chatgpt.com Ver pg 2

    "Em divisão administrativa, referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 12

    distritos: Itaperuna, Bom Jesus de Itabapoana, Laje, Natividade do Carangola, Penha, Santa Clara do

    Carangola, Santa Rita do Ouro Fino, Santana de Itabapoana, Santo Antonio de Itabapoana, Santo

    Antonio do Carangola, São Sebastião da Boa Vista e Varre-Sai."

    Se os distritos estiverem citados na ordem, o 12º seria Varre-Sai, de modo que acho que vale tb uma busca no cartório deste município.

    Como o @CarlosASP comentou, a situação geográfica daquela região sempre foi muito confusa com muitos desmembramentos e criação de distritos e municípios.

  • @CarlosASP bom dia, tudo bem?

    Recebi recentemente o assento de batismo da portuguesa Arminda Lopes Granger e reparei que já existe uma averbação referente ao casamento dela no Brasil com Antônio Pereira (O do digitarq provavelmente foi digitalizado antes de ser feita a averbação). Inicialmente nem me atentei ao fato de que isso poderia eventualmente significar que a transcrição do casamento já tivesse sido feita anteriormente por algum outro familiar.

    A averbação menciona o seguinte:

    Casou civilmente com Antônio Pereira, em 12 de maio de 1923, no lugar de Esperança, no 12º distrito do município de Itaperuna, Rio de Janeiro, República Federativa do Brasil. E um detalhe importante que não tinha colocado na discussão assim é que aparece o Nº do assento no ano de 2020 da Conservatória do Registro Civil de Tondela.

    Com isso surgiu uma dúvida: o senhor sabe dizer se basta entrarmos em contato diretamente com a Conservatória do Registro Civil de Tondela para obter eventual certidão/documento referente a esse casamento ou confirmar se a transcrição já foi efetivamente realizada?

    Sabe também informar se eventualmente esse documento pode ser obtido através do Digitarq?

    Muito obrigado novamente pela atenção e ajuda.

  • @FilipeSantiago98

    Peça o assento de casamento no CivilOnline; forneça as informações que constam na averbação para o pedido.

    Se der erro por ter mais de 100 anos, ponha o ano de 1927 e, no campo de informações adicionais, o ano correto e o número do assento que consta na averbação para assento criado na conservatória de Tondela.

  • @carlasimone Obrigado! Somente a Online já é suficiente para prosseguir com o processo de cidadania para filhos? Ou precisa de alguma certificação ou chancela da referida conservatória? Agradeço pela ajuda!

  • @FilipeSantiago98

    Já é suficiente. Imprima a via que receber pelo CivilOnline e envie junto do processo.

  • @FilipeSantiago98

    Exatamente como a colega colocou. Enviar uma cópia física (simples, xerox mesmo) do assento de casamento PT criado em Tondela em 2020, após alguém pedir a transcrição dele.

    Só acrescento a sugestão de gravar como PDF ou Word o arquivo que será gerado com o código que vai receber do civilonline. Assim, caso no futuro, por alguma razão, necessite desse documento, poderá imprimir mais cópias. Pois o código do civilonline expira em 6 meses.

    O guia do civilonline; só troque por casamento ao invés de nascimento:

    https://forum.cidadaniaportuguesa.com/discussion/10973/como-solicitar-certidoes-pelo-civilonline-guia/p1

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