Tabela de estado de serviço da CRC coimbra e transcrição
A minha advogada deu entrada recentemente (18/03) com meu processo de nacionalidade e da minha irmã, artigo 1 C, por via de transcrição, e gostaria de saber se alguem tem a tabela mais recente do estado de serviço da CRC coimbra, ou seja em qual ano e mês eles estão analisando os processos.
E outra coisa, ela fez de uma forma que eu não precisei realizar a transcrição de casamento dos meus pais, ela pediu para eu pegar um documento que basicamente fala que eu sou filho da minha mãe, chamado Escritura Pública de Maternidade/Escritura Declaratória de Maternidade, esse método é conhecido, costuma dar problema, ou alguma coisa assim?
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Comentários
@RafaelM
Há cerca de dois anos, todos os processos entrados por advogados seguem por via eletrônica, ou seja, não há entrega no balcão.
A menos que o sistema tenha sido modificado recentemente, o advogado não "escolhe" a conservatória onde o processo será analisado.
Assim, a menos que tenham sido feitas mudanças recentes, não foi a advogada que lançou o processo na CRC Coimbra, mas sim o sistema que direcionou o processo para lá.
Se você puder confirmar isso com a advogada, vai nos ajudar a entender como o sistema está operando atualmente.
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Até onde sei, apenas ACP e CRC Lisboa divulgam tabelas atualizadas. O que você pode fazer é mandar um email para Coimbra e perguntar.
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Sobre a declaração de maternidade: se os seus pais eram casados, o ideal seria fazer a transcrição, mas dependendo de outtos fatores, como a sua data de nascimento, quando voce foi registrada no cartório e quem te registrou no cartório, a estratégia da advogada pode funcionar. Não é algo incomum, em várias situações usa-se a declaração de maternidade. Você está pagando por um serviço, pergunte para sua advogada porque ela fez assim, em vez de fazer a transcrição! Faça seu dinheiro valer!
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Comentário (mais voltado para outras pessoas que estejam pensando em contratar advogado): quando se contrata o serviço, é preciso ter confiança no profissional. Iniciar o processo para em seguida vir perguntar para um grupo de "estranhos na internet" se o processo foi feito corretamente, é chave para ficar com ainda mais dúvidas na cabeça e se estressar.
A maioria, eu chutaria da minha cabeça uns 95% dos processos de Brasileiros (em outros países, na Africa e na India, as coisas parecem um pouco mais complicadas) podem ser feitos sem advogados. Não há nada de errado em usar um advogado. Mas vai usar? Pergunte tudo para ele! Tire suas dúvidas! Cobre informações!
@ecoutinho
@RafaelM
ela fez de uma forma que eu não precisei realizar a transcrição de casamento dos meus pais, ela pediu para eu pegar um documento que basicamente fala que eu sou filho da minha mãe, chamado Escritura Pública de Maternidade/Escritura Declaratória de Maternidade, esse método é conhecido, costuma dar problema, ou alguma coisa assim?
Confesso que eu não faria dessa forma. Esse método é usado e geralmente funciona no caso de filhos, nascidos antes de 1978, de mãe portuguesa solteira (ou em união estável), ou seja, quando não existe casamento para transcrever.
Eu sou um defensor de só se usar a documentação mínima necessária para evitar se enrolar.
Apenas para constar, tenho duas pessoas da minha família (uma nascida em 1971 e outra em 1973) filhas de uma portuguesa (minha tia) que nunca se casou (vivia em união estável com meu tio). Para ambas o que fizemos foi enviar uma declaração de maternidade como essa que foi enviada junto ao seu processo, e ambas separaram documentos da época que eram menores de idade, com a assinatura da minha tia (boletins escolares) que não foram enviados, mas ficaram guardadinhos para serem usados no caso de vir uma exigência questionando a perfilhação. Um dos processos deve completar 14 meses em Setembro, quando tiver novidades aviso aqui no fórum.
Eu nasci em 1974, também sou filho de mãe portuguesa, meus pais eram casados e eu preferi ir no garantido: transcrevi o casamento dos meus pais. Na minha avaliação (e cada um tem a sua, não tem problema discordar) pagar 120€ de taxa para ter paz de espírito era algo que eu podia pagar e foi um dinheiro muito bem gasto.
Dito isso, se você fez sua lição de casa, pesquisou e escolheu uma profissional qualificada, experiênte e que você confia eu acho que você precisa relaxar e deixar ela "resolver o BO" para você. Ela deve ter a experiência dela e saber o que está fazendo.
Comentário (mais voltado para outras pessoas que estejam pensando em contratar advogado): quando se contrata o serviço, é preciso ter confiança no profissional. Iniciar o processo para em seguida vir perguntar para um grupo de "estranhos na internet" se o processo foi feito corretamente, é chave para ficar com ainda mais dúvidas na cabeça e se estressar.
(...) Não há nada de errado em usar um advogado. Mas vai usar? Pergunte tudo para ele! Tire suas dúvidas! Cobre informações!
Concordo totalmente com o @eduardo_augusto . Processos simples como os de filhos na maioria não precisam de advogado, mas se decidiu contratar um precisa confiar na experiência da pessoa escolhida. Você gastou um bom dinheiro contratando uma advogada (chuto que entre 800€ a 100€), portanto como disse o colega: tire dúvidas, peça mais informações, e deixe ela esquentar a cabeça no seu lugar.
Para finalizar, não se preocupe. No pior caso, mesmo que a estratégia dela não dê certo, e vier uma exigência basta transcrever o casamento dos seus pais (o consulado do RJ faz em menos de 1 mês) que a exigência é atendida e o processo segue. Sugiro "esquecer" o processo um tempo, tocar a vida e deixar a advogada esquentar a cabeça por você 😉
@eduardo_augusto @ecoutinho
Obrigado pelas respostas!!
É isso mesmo, ela entrou via eletrônica, eu pensei que fosse em Coimbra porque ela mora lá.
Nos optamos fazer desse modo por que a ex-mulher do meu pai, que é brasileira e tirou a portuguesa, transcreveu o casamento deles em Portugal, mesmo após o divorcio no Brasil, e ele estando casado com a minha mãe (brasileira e portuguesa), aí para evitar que fosse feito um divorcio (que pesquisamos e seria aproximadamente 1000€) e depois uma transcrição (que não seria o problema), a advogada deu essa saída, que eu desconhecia, para mim (nasci em 2006) e minha irmã (2004).
Imaginamos que ela tenha feito a transcrição para passar a nacionalidade para uma das filhas que ele teve com ela no casamento, mas pelo o que eu sei nenhuma foi atrás.
Eu vou esquecer o processo e confiar que não terá exigência!
Apesar do processo não estar em Coimbra, antes de eu ter essa informação eu mandei o e-mail e obtive essa resposta:
"Em resposta ao seu email que os processos são analisados de acordo com a ordem cronológica de entrada na Conservatória, estando neste momento a ser analisados processos entrados em julho de 2023."
@RafaelM
Se você nasceu em 2006 e sua irmã em 2004 essa declaração de maternidade é desnecessária.
Pelo código de registo civil português da época que vcs nasceram, se o nome da sua mãe consta na certidão de nascimento de vcs e foram registrados antes de 1 ano, a maternidade está estabelecida. Não interessa se o casamento não está transcrito e não interessa quem declarou o nascimento.
Eu não teria mandado a declaração pois sou meio xiita em usar apenas os documentos mínimos necessários e nada além disso, mas não acredito que terá problemas.